Álvaro


Hora da revolução

Temos que conter os bárbaros...

Quando os repórteres que cobrem o dia-a-dia dos clubes de futebol têm material apenas sobre treinos e jogos, eles se referem a isso como 'campo e bola'. Pois hoje não tem 'campo e bola' aqui n'Os4Grandes - ganhar do Resende é nada além de obrigação. Vamos falar de política - calma, nada de Lula, Dilma ou Serra, que nem Rubro-Negros são. É da política do Flamengo mesmo - tão caótica quanto a nacional, diga-se.

Já é carnaval?

Por Alessandro - 08/02/10, 16:42
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Ário, ário, ário, silêncio no berçário!

A pergunta acima refere-se não à farra dos blocos, que já tomou conta do Rio no fim de semana, mas às inúmeras versões de 'Mamãe eu quero' encontradas neste saite após a última rodada da Taça Guanabara. Alguém faça o favor de dar a chupeta pros nenéns bacalhaus e tricoletas pararem de chorar?

Cobertor curto (e a grana, pra onde vai a grana?)

A zaga vai acertar este ano ainda?

A turma do arco-íris vai dizer que me escondi, mas a verdade é que andei meio enrolado no trabalho, daí o atraso em comentar o desastre de quarta-feira. Sim, o Mais Querido classificou-se às semifinais da Taça Guanabara, mas convenhamos: era de se esperar outra coisa num campeonato fraco feito esse nosso Estadual? Não, claro. Como também não era de se esperar que o Mengão jogasse tão mal contra os azuis da Rua Bariri.

É luxo só

Melhor ataque do Brasil! (Foto de Carlos Moraes, Ag. O Dia)

A tabela é uma das jogadas mais bonitas do futebol, e o terceiro gol do Mais Querido na quarta-feira, contra o Americano, foi uma bela amostra disso. Da saída de bola até o barbante, 11 toques na bola envolvendo completamente a defesa dos conterrâneos da Rosinha. Espetáculo puro da melhor dupla de ataque do Brasil. Adriano-Vagner Love é o que há. Mas nada de "império do amor", que coisa mais escrota. Parece nome de motel espelunca. Pronto, falei.

Is love all we need?

Parceria começou bem...

É, Nação, a estreia do 'artilheiro do amor' (esse apelido escroto não pode pegar, na boa) saiu melhor que a encomenda. O cara mostrou bom preparo, muita disposição e garantiu a vitória com velocidade e oportunismo. Buscou entrosamento com Adriano, que ao contrário dele (ainda) não está em boa forma, abriu espaços e deu trabalho à defesa banguense.

O craque do campeonato

Joga demais!

Salve, Nação! Depois de tão brilhante e incontestável vitória, o comentário só serve se for feito a quente, então vamos lá. Não sei quanto a vocês, mas vou resumir o jogo de hoje numa só frase: EU JÁ SABIA.

Filosofia é espanar pra longe da área

Como é que é?

É, Nação, a expectativa pelo jogão de domingo está deixando alguns com as ideias meio embaralhadas. Se não, como explicar essa fala do zagueirão Álvaro (grifos meus)?

"Nossa equipe é jovem e tem sonhos que não cabem em um container. (...) Enquanto as outras equipes começam a sentir o desgaste natural da temporada, nós estamos inclinados para cima".

Não cabem num CONTÊINER? E na cabeçorra do Angelim, cabem?

Só o Mengão salva

É, Nação, entre times de segunda (levar tamancada do Ceará é sacanagem, bacalhaus!) e outros quase lá (o Fluzim, bem... deixa pra lá, não se chuta cachorro morto), o futebol carioca agoniza. Ao menos a nossa parte foi - bem - feita: surramos o fraco Santo André no sábado, com show de bola de Petkovic e a boa estreia de Zé Roberto, antes muito tarde do que nunca. Terá ele reduzido a quantidade de água mineral (ou guaravita, hula-hula, H2OH!) ingerida nos dias de folga? Com ele e o gringo bem, o time fica com mais opções de jogada e sobe bastante de produção, como vimos no Maracanã sábado.