O clima de fim de festa foi a tônica da partida entre Ipatinga e Vasco. Com o time visivelmente cumprindo tabela, cheio de jogadores que, se Deus quiser, não vestirão mais a armadura cruzmaltina e até mesmo o Dorival não muito preocupado com o jogo, perdemos por 2 x 0 a última partida da história do Gigante na Série B .
Mais uma grande vitória. Desta vez, por goleada. Uma goleada que significa muito. Além do apoio da torcida, o time precisava se sentir capaz de tudo neste momento. A sequência já nos credenciava a isto. Mas o solavanco em Quito no meio de semana podia detonar nosso psicológico. A vitória por 4 a 0 sobre o rubro-negro baiano garantiu ao time e aos torcedores uma certeza: podemos escapar da Série B e sermos campeões da 'Sula'. E em apenas uma semana tudo isso vai estar acabado. Estamos por um empate da Série A. E por uma vitória contundente na quarta de um título internacional.
É, Nação, se é verdade que o futebol às vezes é uma guerra, posso afirmar sem medo que nossa tropa passou com louvor pelo Dia D. Encaramos a muralha atlântica e libertamos Paris. Agora é só entrar em Berlim antes dos russos. Mas no sapatinho, como nos conveio até agora. A vitória sobre o Curíntia ontem serviu pra mostrar que não somos 'Adrianodependentes'.
O que dizer do clube que tem uma torcida que vai ao aeroporto buscar a equipe após uma sonora goleada em uma final de competição continental? Este é o Fluminense. Dono da Melhor Torcida do Brasil. Torcida esta, dona de um 'feeling' incrível. Fomos elogiados pela imprensa internacional, por jogadores que atuam fora do Brasil, como o caso de Juliano Belleti, que, via twitter, afirmou que a manifestação foi 'impressionante'. Mas, o mais importante: os jogadores e o técnico Cuca entenderam o recado. 'Estamos com vocês até o fim!' Não há nada que eu possa escrever que possa resumir esta paixão.
Dorival vai mesmo se despedir do Vasco depois do jogo de hoje contra o Ipatinga. Devemos agredecê-lo pelo trabalho feito com seriedade e competência, mesmo que seus momentos de brilho não tenham sido tantos. O Vasco do Dorival foi um time que se adaptou às carcterísticas das competições em que esteve.
É galera. Derrotamos os Bambis Paulistas heroicamente, jogando com raça, determinação e vontade incomuns. A técnica que já era escassa, desapareceu de vez. Mas ficou a garra. Em momentos como esse, até figuras tão criticadas pela falta de técnica - como o Alessandro e o Fahel - são importantes. Mas o brilho domingo ficou por conta do garoto Jobson, que acabou com a defesa tricolor em três lances de habilidade e raça.
No meu post de hoje no Blog da Fuzarca falei sobre a confusão da imprensa quando o assunto é o futuro do Vasco. É só mais um reflexo da boataria que segue bombando e que, a continuar desse jeito, vai acabar estourando na cabeça da diretoria. Nem os reforços que já estavam dados como certos estão garantidos. Rafael Carioca, Durval e Geovane Maranhão, nomes que pelo noticiário só faltavam ser anunciados, foram negados ou por seus empresários ou pela diretoria.
Inegavelmente saimos da rota. Depois de 13 partidas, perdemos. E perdemos severamente. O primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana terminou com um solavanco de 5 a 1 para a LDU contra nós. Logo a LDU... Fato é que a batida do time era muito frenética e uma hora isso ia acontecer. Arrisco-me a dizer que aconteceu na hora certa, se é que existe isso. Ainda mais porque, como tricolor formado, com mestrado e doutorado em Fluminense, sei que a final ainda está aberta. É isso mesmo. Escrevo claramente: ainda dá para ganhar a 'Sula'.
Um diretor do América-RN criticou a decisão do Vasco de jogar com o time reserva contra o Ipatinga, na última rodada do campeonato. Teria dito "É lastimável. É preciso honrar a competição até o fim independentemente da posição na tabela."
O desmemoriado dirigente potiguar não se lembrou de um fato: o América-RN só livrou-se do rebaixamento para a Série C ano passado porque venceu os Gambás na última rodada do Brasileiro. E a vitória foi sobre o time reserva do Corinthians.
Tricolores, chegou a hora. E com ela uma mistura de sentimentos sinistra. Mas com uma certeza: chegou nossa vez. Ano passado tínhamos um time cheio de estrelas, um time que era super favorito após eliminar Boca Jrs. e São Paulo na Libertadores. Hoje, o favoritismo, por incrível que pareça, é da LDU, até pelos 7 a 0 que enfiou no River-URU, que mais parecia da Uruguaiana que do Uruguai. É nesse momento que a diferença começa. E a minha confiança neste título também.
Dois dias depois do jogo, a imagem do mosaico gigante ainda arrepia o Rubro-Negro de coração. Em igual período, Bruno, que como comentarista é ótimo goleiro, soltou mais uma de suas pérolas: "Às vezes a torcida atrapalha". Embora todos tenhamos entendido - creio eu - o que o arqueiro do Mengão quis dizer, a fala deve ser comentada. Simbora, Nação?
Não pude ir ao estádio por conta de um concurso. Só consegui ver o segundo tempo da partida e os melhores (????) momentos do primeiro tempo. E mesmo que eu estivesse no Maracanã ou diante de uma TV desde o começo desse Vasco 0 x 1 Portuguesa, eu não conseguiria falar muito do jogo. Resumindo: foi uma partida com 11 jogadores preocupados com as férias contra 11 jogadores que tinham esperanças remotas no campeonato, mas não queriam tomar uma goleada.
Na falta de assunto, vamos às atuações....
Apesar da rápida frustração de estarmos tão perto de sair da zona de rebaixamento e voltarmos para ela, esta rodada garantiu o que tanto queríamos. A esperada derrota do Coritiba aconteceu. O Atlético-PR também andou deixando pontos pelo caminho. E semana que vem o 'Ventinho de Curitiba' recebe o Foguinho na Arena da Baixada, famoso 'chiqueirão'. Sendo assim, dependemos apenas de nossas próprias vitórias e pronto. Estaremos garantidos na Série A. A saga está perto de terminar com sucesso.
Confirmados os árbitros que irão fazer parte da decisão entre Flu e LDU da 'Sula'. Baldassi está fora, graças a Deus. Confiram os árbitros, com informações do site da Conmebol:
'Programa de las finales:
LDU Quito (ECU) vs. Fluminense (BRA)
Quito, 25.11.09 - 18.50hs. (23.50 GMT) - estadio Casa Blanca
Árbitro: SILVERA Roberto (URU)
1er. Árbitro Asistente: FANDIÑO Pablo (URU)
2do. Árbitro Asistente: RIAL Wálter (URU)
4º Árbitro: UBRIACO Darío (URU)
Fluminense (BRA) vs. LDU Quito (ECU)
Río de Janeiro, 02.12.09 - 21.50hs. (23.50 GMT) - estadio Mario Filho (Maracaná)
Hoje o Gigante encara a Lusa no seu último jogo do ano no Rio. O Vasco se despedirá da torcida carioca no Maior do Mundo e de quebra ainda pode acabar com as - remotas - possibilidades de mais um time paulista chegar à Série A. Além disso, jogaremos com dois armadores e dois atacantes de ofício, o que é mais um motivo para ir ao Maraca. Temos a OBRIGAÇÃO de entrar no jogo pra ganhar, como devemos fazer em qualquer partida. É o mínimo que os vascaínos merecem.
Nós chamamos, ela veio. Agora temos que atropelar a LDU. É um acerto de contas com o passado. E é um passado tão recente... Mas que parece que durou toda a minha vida. Temos a chance de zerar o trauma. E não aceitem o discurso de que a 'Sula' não vale nada, que agora é desprezível ganhar. Nós todos sabemos que perdemos uma Libertadores. Mas nós todos temos o trauma. Então, é hora de curar o trauma contra decisões de competições continentais. É hora de pegarmos o caneco e mostrarmos nossa grandeza. É disso que estou falando. É um privilégio!
Estava este jornalista ontem entre as mais de 40 mil pessoas que se propuseram a assistir e empurrar o Fluminense para mais uma final de competição continental, quando resolvi olhar para os céus e conversar com queridos entes que já se foram e com Deus, ousadamente. Eram 43 do 2° tempo. E neste momento parecia que só eu estava ali. Rouco, combalido, suado, cansado. Fiz o seguinte pedido: "Se for para perder na final, que perca logo agora." Minutos depois, Gum empatou o jogo e Alan virou a partida. Impossível não ficar arrepiado e emocionado.
Tiros curtos, num estilo leitura dinâmica.
NOTÍCIA BOA: A diretoria da BR Distribuidora, braço da Petrobrás, se reuniu com Márcio Braga e Delair Dumbrosck, cartolas do Mais Querido, para tratar da possível retomada do mais antigo contrato de patrocínio do Brasil. Nada de valores discutidos, tudo ainda muito no início. Se for confirmado o acerto, entraremos 2010 com patrocínio forte e grana nos cofres do clube. Torçamos.
Enquanto os outros integrantes do 'Os 4 grandes' discutem o que vale e o que não vale comemorar, nós, Tricolores, hoje temos um jogo que nem os mais otimistas esperavam. Estaremos em campo, a partir das 21h50, no nosso glorioso Maracanã, defendendo um resultado de vitória conquistado na casa dos adversários para chegarmos pela 2ª vez em um ano e meio a uma final continental. É o imponderável agindo sobre a realidade que parecia tão cruel para nós.
O Botafogo deveria se tornar consultor do governo federal, pois o clube adquiriu o maior know how em apagões. Sofrer uma derrota como aquela para o Barueri é broxante. É dificil até comentar a falta de atitude do grupo. Sabemos que é rara a qualidade técnica,mas o time tinha adquirido algum padrão mínimo de jogo e pelo menos nas três últimas partidas demonstrado vontade de jogar. Porém o que se viu na Arena Barueri foi desalentador pra galera Alvinegra: um time apático, incapaz de criar jogadas, dispersivo e sem sangue. Agora temos a maior pedreira pela frente.
Com o título do Brasileiro e o acesso à Série A definidos, resta à imprensa falar das milhares de especulações sobre o elenco do Vasco. A boataria continua bombando e dessa vez não há muito como fugir disso.
É, Nação, parece que quanto mais o arco-íris seca, mais a gente melhora. Pois não é que somos vice-líderes dessa budega de campeonato? A propósito, antes de mais nada, um reparo: JC, não foi desta vez. Não somos líderes - ainda. Ficou pra próxima rodada, quando depenaremos os periquitos do Planalto Central e os bambis serão devorados (ops) pelo Botafogo.
Nação, eu sei que esses papos de segundona e rebaixamento não têm nada a ver conosco, mas dada a reação da turma do bacalhau ao texto do amigo Edinho, terei que meter a colher nesse angu. Então, rapeize cruzmaltina, vamos aprender a ler? Não só juntar as letrinhas e formar palavras, que isso eu sei que vocês sabem, mas apreender o sentido do que está escrito. Ou vão continuar a integrar os 75% dos brasileiros que não entendem o que leem?
O discurso não pode ser outro: é hora de manter os pés no chão. Conseguimos a 4ª vitória seguida no Brasileirão. Mais que isso: aquela distância que venho comentando aqui para o 1° fora da zona de rebaixamento caiu ainda mais. Agora é nítido e claro para todo o Brasil, e não só para nós, que estamos vivos. A diferença hoje é de 2 pontinhos para o último a não ser rebaixado. E é exatamente agora que é preciso ter tranquilidade para continuar a arrancada. Um deslize e nada terá adiantado.
Calhou de ser o aniversário do mulambo do site, o Alessandro, no dia em que Vasco se sagrou campeão. Como falou o Edinho, um dos quatro botafoguenses que eu conheço, fomos prum boteco comemorar.
Eis que o alvinegro, meio calibrado pelas cervas, entra numa de me sacanear. Isso mesmo: me-sa-ca-ne-ar. Um BOTAFOGUENSE. Veio com uma história confusa sobre SPC, limpar o nome, e outras coisas sem sentido.
Companheiros tricolores e amantes do futebol carioca: às 19h30 deste domingo, uma leve brisa irá trazer um alento ao calor carioca dos últimos dias. Será a passagem do Atlético-PR pelo Maracanã, pronto para ser aproveitada pelos tricolores que lá estiverem, uma grande festa, um grande jogo e, com certeza, mais uma vitória tricolor em busca do milagre. Além de rival direto caso volta a tropeçar, é importante vencer os mulambentos do Paraná por conta do que eles fizeram conosco no passado. É hora de devolver!
Ontem confraternizei com dois grandes amigos. Era aniversário do Alessandro, o parceiro que tem a inescrupulosa missão de defender a mulambada neste blog. Formaram no bonde o Julio, vascaíno em estado terminal, sua mulher Grazielle, e o Artur, outro grande camarada e também equivocado na escolha clubística (é da padaria também). Pois os três foram ao Maraca ver o Vasco ser CAMPEÃO da Série B. Nos reunimos no boteco em frente a UERJ e enxugamos váaaaaaaaaaarias geladas.
A temporada ainda não terminou mas as especulações já começaram no futebol carioca. Dodô está sendo disputado por Fogão e Vasco. Acho que o Botafogo não deve gastar muito com o craque. É uma contratação de risco, tanto pela idade do jogador, 36, quanto por sua longa ausência dos gramados. Se é pra desembolsar muita grana deixa pro Vasco.
O América-RN é o último dos times que não vencemos no primeiro turno que o Vasco encara nesse campeonato. Para azar do clube potiguar, eles vem ao Rio justamente para fazer o jogo que pode garantir o título para o Gigante. Com isso, o time da Colina tem uma motivação extra para bater o time rubro hoje, no Maraca.
E então, Nação, vamos com tudo? Parece que sim, embora a turma do arco-íris, inconformada com a arrancada fulminante do Mengão, esteja batendo todos os tambores pra nos tirar do páreo - depois de Bruno, foi a vez de Ronaldo Angelim se machucar no treino.
Conversava ontem com meu amigo Edinho sobre o que pretende o Botafogo para o ano que vem. Ele me disse que o clube não deve trazer grandes jogadores em 2010 além do Dodô. Nisso eu tive que perguntar:
Então não vai chegar nenhum grande jogador?
Edinho respondeu com um pouco animado "pois é" e completou dizendo que quando o Dodô estiver com ritmo e bem fisicamente ainda poderá fazer a diferença. Fui obrigado a fazer outra pergunta ao amigo:
Em mais uma demonstração de força e grandeza, o Flu atestou que não deveria estar na situação calamitosa em que se encontra no Campeonato Brasileiro. Vencemos o Cerro Portenho em Assunção por 1 a 0 e estamos muito próximos de mais uma final continental. Seria a 2ª em 2 anos. Esperamos que com final feliz desta vez.
Em noite de apagão no país, quem foi apagada, mais uma vez, foi uma vela de macumba: com a vitória do Vasco por 1 x 0 sobre o Campinense, mais um rubro negro foi detonado pelo Gigante. Esse ano foram oito jogos com seis vitórias (Mulambos do Rio e do Piauí, Vitória-BA, Altético-GO e duas sobre o adversário de ontem) e dois empates (contra Vitória-BA e Atlético-GO, ambos fora de casa). O Vascão não deu chance pra galera do despacho.
No país das muambas, vamos em busca de uma vitória verdadeira ou de um resultado com vários gols do Flu para que possamos decidir confortavelmente no Maracanã. É a pausa na luta contra o rebaixamento e uma continuação na luta para conquistar a Copa Sul-Americana, algo inimaginável há um mês atrás.
Como o Blog da Fuzarca está com problemas técnicos, excepcionalmente o post pré-jogo que costuma sair por lá será o tema da minha coluna de hoje por aqui.
É mesmo surpreendente o universo do futebol. O que o torna muito interessante é essa imprevisibilidade. Quem apostaria um real que fosse nesta sequência de vitórias do tricolor: Galo, Cruzeiro e Palmeiras? E o Petkovic? Há poucos meses, só ele acreditava em sí próprio. Foi integrado ao elenco mais por questões financeiras que propriamente por seu talento, e hoje é disparado o melhor jogador do Campeonato Brasileiro. O problema, de maneira geral, é manter a regularidade.
Após assarmos o porco no caldeirão do Maracanã na tarde do último domingo, muitos tricolores podem pensar: 'Não adiantou nada, o Botafogo ganhou, o Atlético-PR ganhou e o Coritiba já tava longe.' Acalmem-se, tricolores! Digo-vos que estamos sim cada vez mais perto da salvação. O raciocínio vem a seguir.
Eu sei, Nação, esse negócio de sacudir os adversários na casa deles com gol olímpico é humilhação demais, mas que se há de fazer? Os goleirões não botam fé e, quando olham, a bola do sérvio mais Rubro-Negro do planeta já morreu lá dentro. Assim começamos nos empanturrar na galinhada à mineira de ontem.
A previsão de que o calor daria uma amenizada neste domingo não se confirmou, ao menos agora pela manhã. A temperatura gira em torno de 37°C, não venta e o sol brilha forte, sem nuvens. Com este cenário de forno ligado, o Flu parte para assar o porco mais tarde, às 16h, no caldeirão do Maracanã.
Por volta das 16 horas de hoje, a Série A voltará a ter o brilho que não tinha desde o ano passado. Uma vitória diante do Juventude - logo mais, em um Maracanã com mais de 80 mil torcedores - assegura o retorno do Gigante da Colina à elite em 2010. E garante também mais destaque para o Brasileirão do ano que vem (ou alguém acha que o campeonato tem a mesma importância sem a participação do Vasco?).
Quando era zagueiro, Antônio Carlos várias vezes confundiu o ato de cumprir sua função dentro de campo com o uso da violência. Agora, como técnico, deveria ter mais calma, já que não está no, como dizem, calor do jogo. Acontece que o truculento ex-jogador não se controla e continua partindo para a ignorância mesmo que seu lugar seja somente o banco de reservas do Azulão.
Enfim voltamos a ter cara, jeito e raça dignos de Fluminense. Mostramos ontem em Santiago que as vitórias sobre Atlético-MG e Cruzeiro não foram meras coincidências. A classificação para as semi-finais da Copa Sul-Americana representa muito mais que uma mera vaga no corredor de fundo de uma competição continental. Representa mais um encontro marcado com o destino. É a chance que o Fluminense tem de se curar, em apenas 16 meses, do maior trauma, do maior fantasma, do maior pecado de sua história: a fatídica vitória sobre a LDU que valeu como derrota na final da Libertadores de 2008.
Achei que o Botafogo iria vencer e embalar, mas acabamos perdendo e fomos "endolados", pois o time é uma droga! Nós já nos acostumamos com os apagões da equipe em momentos decisivos.
É, Nação, os maus sinais acerca do jogo contra o Galo-que-bota-ovo se avolumam: depois da palhaçada da diretoria do galináceo das Alterosas sumir com a carga de ingressos que (por lei!) deveria ser destinada ao Mais Querido, as próprias autoridades de Minas Gerais alertam para a incitação à violência contra nossa torcida em Belo Horizonte. Segundo o Grupo Especial de Alegria e Segurança nos Estádios (Gease), existem 'focos de incitação à violência' na internet, em que débeis mentais planejam hostilizar não só a torcida, mas a própria delegação do Mengão já na chegada ao aeroporto.
As eliminações dos times da casa na noite de ontem nos deu a confiança que poderia faltar. Uma vitória simples contra o Universidad do Chile em Santiago hoje, às 21h15 (horário de Brasília) classifica o Flu para as semi-finais da Copa Sul-Americana.
Agora sim! Finalmente numa rodada importante pra definição das equipes no brasileirão o futebol carioca mostrou o peso de sua tradição e mais: capacidade de reação. Desde que nasceu o blog, acho que é a primeira vez em que todos se saem bem – o Vasco empatou, mas lidera com folga a Série B – os times mostraram que nós, cariocas, podemos disputar títulos e fazer grandes jogos. Mesmo só o Flamengo estando próximo aos líderes, Fogão e Flu estão influenciando na disputa do título. Cruzeiro e Inter foram puxados pra baixo e talvez alijados da disputa.
Nação, para mim o negócio é o seguinte: não adianta ficar fazendo uma porrada de contas, porque em campeonato de pontos corridos só interessa ganhar, ganhar e ganhar. Quem ganha mais leva o caneco. Mais simples impossível. Por essas e outras, dispensemo-nos de quebrar a cabeça fazendo simulações de N resultados, até porque tem uns e outros aí que são pagos pra isso e mesmo assim não conseguem separar a frieza dos números da pura gato-mestrice - atributo que não lhes cabe, e sim a mim e aos companheiros d'Os4Grandes.
Ninguém pode falar que eu não avisei. No post anterior, que fala sobre o jogo, falei sobre Fred ir às redes, sobre a freguesia cruzeirense e sobre a necessidade da vitória a qualquer custo. E foi uma vitória daquelas. Uma vitória maiúscula. Tão maiúscula quanto a nossa luta absurda para fugir do rebaixamento. Mas estamos lutando, suando, jogando. Domingo que vem é dia de, no mínimo, 60 mil tricolores no Maracanã. Vamos apoiar esses caras. Nossos 'pernas-de-pau' precisam de nós!
O reencontro de Fred com seu ex-clube, o Cruzeiro, na tarde de hoje em Minas tem tudo para trazer o velho e bom Fred de volta às redes do Mineirão. É isso que a massa tricolor espera de seu artilheiro. Para melhorar ainda mais, o time azul é freguês de carteirinha do nosso Fluzão. Até na casa dos caras a gente leva vantagem. No total, 58 jogos e 6 vitórias a mais para o Flu. Em Minas, 12 vitórias tricolores, 6 empates e 10 derrotas. É hora de manter a escrita e garantir mais 3 preciosos pontos para nossa luta!