Estamos tranquilões no Cariocão. Só temos que fazer o nosso pra seguir em frente na Libertadores. Nosso ataque, com todo o bafafá extra-campo, continua funcionando que é uma beleza - temos o artilheiro e o vice do Estadual. Então por que diabos o ambiente no Flamengo segue tão carregado?
Joel vai insistir em manter o Caio no banco? E o Loco Abreu ? Continua com escalação garantida mesmo sem dar o retorno esperado? Se for assim as chances de dar merda são enormes. Contra o Voltaço ficou evidente mais uma vez a importância do Caio. O time com o Loco Abreu é lento e previsível: bolas altas na área pro uruguaio arrematar ou fazer o pivô. Em Volta Redonda ele cabeceou quatro vezes e não levou o menor perigo ao goleiro. Se ele fosse esse matador todo que neguinho diz, de quatro bolas o cara poderia guardar pelo menos uma. Mas não é isso que tem acontecido.
Mesmo assumidamente apaixonado pelo Botafogo, Armando Nogueira, que faleceu na manhã desta segunda, dia 29/3, merece o respeito de todas as torcidas cariocas. Com um estilo inconfundível, nos brindou sempre com textos e comentários inesquecíveis, seja sobre vitórias ou derrotas, especialmente quando o assunto era a seleção brasileira. Como tricolor e amante do futebol, estou de luto. Paz, mestre!
Os tricoletas têm um time melhor, uma campanha melhor, eram favoritos e até mais torcida levaram ao Maraca ontem (coisa que eu não me lembro de ter visto nunca). Mas não adianta: o melhor remédio para o fim de uma crise é vencer um rival. Se for com um inapelável 3 a 0 então, melhor ainda. Um dos nossos melhores fregueses não poderia nos decepcionar em um momento tão importante, não é mesmo?
Sabe quando seu time não consegue ganhar um outro, mesmo que este seja inferior em alguns momentos e superior em outros? Pois é, é o que acontece com todos. Sempre tem aquele time chato, que mesmo você sabendo que em determinada situação o seu é melhor, a vitória vem poucas vezes. Deus deve ter perguntado para algum tricolor ilustre, possivelmente para Nelson Rodrigues, falecido em 1980: "Qual time você escolhe para 'vezeiramente' não vencer por uns anos?" E Nelson respondeu: "O Vasco." Foi uma escolha solta, sem predileção ou raciocínio. Mas tudo bem.
Tricolores do meu Brasil, é hora de vencermos o Vasco duas vezes. Não, não fiquei maluco. O clássico mais equilibrado do país atualmente, com nove empates nos últimos 11 jogos, pode nos reservar dois momentos importantes: a classificação para as semi da Taça Rio antecipadamente e a eliminação precoce dos bigodões. Seria uma doce vingança pela eliminação carnavalesca que sofremos, mesmo jogando melhor naquele dia.
Atualmente, a torcida do Vasco tem mais é que reclamar mesmo. O time vai mal, a diretoria não parece saber o que fazer para reverter esse quadro e estamos quase eliminados do Carioca. Se há um momento propício para protestos, esse é um deles.
Mas tem gente que se diz vascaína que não tem a menor noção do que seja o Club de Regatas Vasco da Gama. Se tivesse, não falaria as besteiras que tenho ouvido - ou melhor, lido - por aqui e no Blog da Fuzarca.
Como falei no post sobre a derrota para o Americano por 3 a 2 no Blog da Fuzarca, é tão incompreensível a queda de rendimento do time e de alguns jogadores em especial que fica até complicado falar a respeito. Ontem o time mais uma vez dominou a partida, teve muito mais posse de bola e finalizou quase o triplo de vezes a mais que o adversário. E mais uma vez também acabou perdendo a partida.
Enfim a semana mais turbulenta do Fla 2010 (até agora...) ficou pra trás. E o saldo acabou não sendo muito ruim: perdemos de pouco no Chile - mas ainda dependemos só de nós mesmos na Libertadores - e arrancamos um empate (Ave, Imperador!) no Engenhão contra a cachorrada. Agora vem aquela pra lá de bem vinda pausa para recarregar as baterias e seguir na luta. Eu sei, eu sei que temos jogo do Estadual na quarta-feira e no domingo.
O empate de ontem teve o gosto amargo de sofrermos o gol no último lance da partida. Mas foi um grande jogo, contra uma equipe forte e bem armada e o time se saiu bem. A ausência do Loco Abreu foi importante pra ver como se comporta o Alvinegro sem o atacante de referência. E o resultado é que o ataque fica com muito mais movimentação e opções de jogadas. O Caio e o Herrera se revezando nas jogadas pelas pontas e o Lúcio Flávio - que fez ótimo primeiro tempo - organizando as investidas do ataque, deixaram o time menos previsível.
Podia ter sido mais tranquilo. A pressão que o Resende fez no fim do segundo tempo foi desnecessária. Mas a verdade é que o Flu alcançou mais uma vitória na Taça Rio e deu um enorme passo rumo às semifinais. O mais importante do jogo foi a atuação de André Lima, com dois gols marcados. Com a nova lesão muscular de Fred, que deve ficar pelo menos 30 dias fora, o atacante, que tem o poder do cavanhaque, como este colunista que vos escreve, precisava mesmo ganhar confiança.
Eu tinha tido no Blog da Fuzarca que quem achava que o jogo contra o Olaria seria desinteressante porque venceríamos facilmente estava comentendo um erro. O time da Rua Bariri estava fazendo um bom estadual e depois das dificuldade que tivemos contra o ASA-AL - que me parece bem pior que o nosso adversário de ontem - se o Vasco não tomasse vergonha poderia muito bem se complicar.
Depois daquela pelada de pólo aquático em que se transformou o jogo contra o Olaria, por conta do "eficiente" sistema de drenagem do Engenhão, ganhamos sem jogar um bom futebol - falo obviamente do periodo pré temporal, depois virou um festival ridículo de chutões -, apenas aproveitando as poucas chances criadas pelo garoto Caio. O time foi a Recife e novamente não convenceu. Não fosse a brilhante atuação do Jeferson e teríamos sofrido mais uma derrota.
Não quero ser o chato de plantão, mas creio que a derrota para o Universidad de Chile, quarta-feira, serve como alerta para o atual estado de coisas no Mais Querido. Não chegou a ser nenhum desastre, e poderia até ter nos rendido um pontinho se o Bruno não resolvesse jantar bem na hora em que havíamos arrancado o empate (sim, o bandeira não marcou impedimento do Love. Deve ser o que o arco-íris chama de 'el silbato compañero'). O problema nem está no (mau) resultado, e sim na forma como o time (não) jogou.
Mais uma vez o Vasco jogou melhor mas acabou perdendo um clássico, dessa vez contra a mulambada. Foi a mesma coisa contra o Botafogo na final da Guanabara. Esperemos que na hora em que precisarmos vencer mesmo, consigamos alguma coisa.
Eu estava de plantão e tive que ver o clássico no trabalho. Podia até ter escrito sobre a vitória no 'jogo dos pênaltis' a quente, mas preferi esperar a marola (e água não faltou) amansar. Passadas algumas horas de nosso triunfo, fica mais saborosa a já velha máxima: ganhar da turma do tamanco, mesmo num jogo sem grande valor no campeonato, é o que há de bom. Como dizia aquela propaganda, não tem preço.
Alguém me responde esta pergunta? Ela está martelando na minha cabeça. O time é quase o mesmo. O esquema voltou a ser de três zagueiros, como pedimos tanto aqui. Vamos tentar achar onde está o problema.
A quarta edição do Podcast da Fuzarca está no ar e na véspera de um clássico com a mulambada, não poderia deixar de falar um pouco sobre isso: jogo de pouca relevância,ingressos caros e brigas (com mortes) dias antes da partida afugentam a torcida, que não dá a menor pinta de comparecer ao Maraca. Falo também da volta do Ramon, da barração do Elton e dos especulados problemas do Mancini com o elenco.
Fazer quatro gols no time do São Raimudo não quer dizer absolutamente nada. Poderiamos ter feito o dobro não fosse a dificuldade que o tal do Loco Abreu tem com a bola nos pés. E o primeiro gol que ele fez até um poste faria. Agora, levar três gols dos arranca-tocos paraenses é grave. É gravíssimo.
Acho que esse viés retranqueiro do Joel, faz com que ele demore um pouco a ver o óbvio: o Sandro Silva que mostrou alguma qualidade de passe e muita movimentação, tem que jogar no lugar do Fahel. É o Edno quem deve ocupar a vaga do ineficiente Eduardo.
Devagar e sempre, como convém, vamos trilhando nosso caminho rumo à conquista da América. A noite de quarta-feira foi iluminada também por mostrar que, na bola, podemos jogar sem Adriano. O retrospecto do time já evidenciava isso, mas muitos insistem na tese - para mim, furadíssima - de que o Imperador pode fazer o que quiser por ser um 'fora de série'. Os 3 a 1 nos bolivarianos (primeira derrota dos caras em casa desde 2006) ajudam a mostrar que não é por aí.
Então agora a Habibs entrou na justiça para que o Gigante volte a estampar sua marquinha em nossa armadura.
Se eu fosse o português vendedor de comida árabe, faria a mesma coisa. O cara consegue um contrato de sonho, com uma duração enorme, no qual sua lojinha de esfihas aparece muito e não gasta quase nada, e vem uma diretoriazinha nova e quer mudar tudo? Exigir um valor justo e que cumpramos cláusulas contratuais? E essa diretoriazinha nova ainda quer sair desse maravilhoso contrato – pra nós, é claro! – sem pagar a multa rescisória? Multa essa que tem um justíssimo valor quase 10 vezes maior que o “patrocínio” pago ao clube anualmente?
Obrigado a todos que elevaram seus pensamentos pela minha recuperação. Ainda estou no início desta batalha que nem será tão complicada assim. A operação foi bem sucedida e já estou em casa, num repouso torturante. A apendicite me pegou e tive que me ausentar. Por conseguir mandar a energia positiva aos que foram ao Maracanã me substituir, vencemos o clássico vovô e mostramos que com a gente não tem gracinha. A cachorrada venceu os bigodões e os favelados. E o Edinho já falava em completar a trinca... doce ilusão.
Quando os repórteres que cobrem o dia-a-dia dos clubes de futebol têm material apenas sobre treinos e jogos, eles se referem a isso como 'campo e bola'. Pois hoje não tem 'campo e bola' aqui n'Os4Grandes - ganhar do Resende é nada além de obrigação. Vamos falar de política - calma, nada de Lula, Dilma ou Serra, que nem Rubro-Negros são. É da política do Flamengo mesmo - tão caótica quanto a nacional, diga-se.
Tá certo que o Vasco mais uma vez venceu sem convencer e que jogou mal durante boa parte da partida. Mas tem uma galerinha que parece não ver as partidas e critica do mesmo jeito. Antes que os apressadinhos de plantão pensem que estou mais uma vez detonando a torcida, não se trata disso. Sou um dos que acha que o Vasco que não tem jogado nada e que merece ouvir a maioria dos protestos que a galera vem fazendo.
Levamos um toco. Tudo bem, podiamos perder essa. O time relaxou e a armação das jogadas simplesmente não existiu. O Lúcio Flávio que de vez em quando - muito de vez em quando - tem um lampejo de craque, nas últimas partidas, parace ser apenas um espectador privilegiado do jogo: não enfia uma bola pro atacante, não tenta um chute, não faz nada... asssim é foda! O Eduardo, definitivamente, também não acertou ali ao lado do Lúcio. Então tem que haver mudança, se queremos o título. O Joel está reticente pra fazer substituições no time, talvez ache que pode prejudicar o ambiente.
No jogo-treino de quinta-feira contra o Duque de Caxias, a estrela do moleque Caio brilhou de novo. Começou jogando e demonstrou que é de fato candidatíssimo a idolo da torcida Alvinegra. A rapaziada de Caxias se entrincheirou na defesa e além disso baixou a porrada, principalmente no garoto Caio, pra parar o rapaz só mesmo na força. Fizeram um gol numa vacilação coletiva da defesa, inclusive o Jeferson, que ficou só olhando o atacante Caxiense.
Uma comitiva do Vasco deve fazer uma nova viagem à Europa em abril, dessa vez para tentar a prorrogação do empréstimo do Carlos Alberto e para tentar manter o Coutinho mais tempo no Brasil. Rodrigo Caetano declarou que o momento de negociar com o Werder e a Inter está se aproximando, mas ainda não chegou. E por isso, mês que vem deve ser a melhor época para se discutir o futuro dos dois jogadores.
É, Nação, eu sei que hoje, quarta-feira, o Mengão pega o Madureira pela Taça Rio - mas, se querem saber, isso não me motiva a escrever mais que essas parcas linhas. Tem que entrar em campo e surrar o tricolor (coisa normal pra nós) suburbano.
Também estou sabendo que o jogo contra o Universidad de Chile vai mudar de lugar: pudera, o Chile quase acabou! Espanta-me que, neste momento, alguém ainda consiga pensar em futebol naquelas plagas. Mas a vida segue, né?
Esse Cariocão definitivamente não é parâmetro para nada. Os times pequenos são tão fracos que os 4 grandes fazem treinos de luxo, com direito à transmissão de TV e venda de ingressos. Mas é importante confirmar esta posição e foi o que fizemos na último domingo, quando goleamos o Friburguense por 5 a 1, com atuação de gala de Dario Conca, nosso pequeno mago.
E o Botafogo ganha, a cada jogo, mais consistência. A estréia do Jancarlos foi bem razoável. O Joel não tá de bobeira. Neste esquema em que os atacantes de referência esperam bolas altas na área, os laterais tem que avançar com qualidade. E o Alessandro não tem nenhuma. Marca bem, e só. Ao contrário do bom Marcelo Cordeiro que tem apoiado com eficiência e feito gols.
Em mais um jogo mais ou menos o Vasco venceu a primeira partida da Taça Rio, 2 a 1 sobre o Voltaço. Tita, treinador do Volta Redonda, armou o time numa retranca à la Joel e se recusou a jogar no primeiro tempo. No segundo, perdendo por 1 a 0, colocou o time pra frente e quase complicou a vida do Gigante.