O título do post pode ser aplicado em várias frentes: devagar, Muricy chegou e deu cara ao time. Devagar, Carlinhos chegou e tomou a posição de lateral-esquerdo para si. Devagar, André Luis foi apresentado, Cléber Santana está por detalhes e Deco também. Devagar, estamos chegando perto da ponta do campeonato. Um sopro de profissionalismo parece estar tomando conta das Laranjeiras. Devagar, mas está.
Na quarta passada ganhamos do Inter com um pênalti inventado pelo juiz. Ontem, no melhor estilo “vento que venta lá, venta cá”, vimos os dois pontos da vitória que teríamos conseguido sobre o Canil voarem com o vento vindo do apito do Sr. Carlos Eugênio Simon. Não que ele estivesse querendo nos prejudicar, ele é apenas um árbitro ruim (e olha que vai pra copa!).
É duro admitir, mas o Mais Querido parece sem rumo em meio à tormenta. Em menos de seis meses fomos da calmaria que advém das grandes conquistas à incerteza que surge quando não há comando - situação que infelizmente parece intrínseca ao cotidiano do Rubro-Negro. E por mais que alguns digam que a atual administração não tem culpa dessa confusão, sinto-me obrigado a discordar.
Diante do Avaí, apenas a vontade não adiantou para conseguirmos um bom resultado. A partida contra o Inter seguia pelo mesmo caminho, uma nova derrota estava anunciada quando, ao final do primeiro tempo e com um meio de campo apenas com marcadores, o Vasco perdia por 2 a 0. Mas quando o Roth viu que a diferença no placar nunca seria revertida com quatro volantes em campo e resolveu colocou um armador pra jogar, tudo mudou de figura.
O Natalino disse que queria o time jogando de igual pra igual com o Cruzeiro, mas na prática escalou o time com seis no meio de campo e apenas um atacante. Cedeu espaço pros mineiros, que souberam aproveitar muito bem. Jogaram o primeiro tempo inteiro no campo Alvinegro. A defesa estava segurando o tranco mas uma hora complica. Bastou um erro e estufaram as nossas redes. Depois do gol o time reagiu e conseguiu um pênalti mal cobrado pelo Renato Cajá. O Lúcio Flávio andou desperdiçando pênaltis, mas ninguém duvida que ele é o melhor cobrador do elenco. Porque deixar o Renato bater?
"Vamos vencer... ganhar Fla x Flu é normal!" Nesse ritmo, vencemos os mulambos e tiramos a zica que estava rolando desde o 'créééééu' de Thiago Neves. Agora, com as coisas normalizadas, a tremedeira do nosso filho bastardo está de volta. Mesmo com Marcelo de Lima Henrique apitando todos os Fla x Flus nos últimos tempos. E eu havia prometido não golear, para não tripudiar. Promessa cumprida. O 2 a 1, com amplo domínio do jogo, foi o suficiente para mostrar que Muricy colocou o time nos eixos.
Um bom resultado contra o Cruzeiro no Mineirão deixa o Botafogo em ótima posição neste inicio de campeonato, além de acabar com outro tabu, pois não vencemos os mineiros há 13 anos. O ideal é se manter entre os quatro ou cinco primeiros antes da Copa e depois, provavelmente reforçado, sustentar a posição.
Aos pouquinhos Muricy vai dando cara ao time do Flu. No último jogo, contra o Corínthians, pela segunda vez no campeonato, em três rodadas fomos prejudicados pela arbitragem. Mas o que mais importou, neste jogo, foi a maneira como a equipe se portou. Jogou como time grande, dominou a partida. Só não vencemos por conta do ainda fraco ritmo de jogo de Fred, que não jogava desde meados de abril, quando teve apendicite. Existe jogo mais "sob medida" para mostrar que o trabalho está indo bem? Então, chegou o Fla x Flu.
Não adiantaram os esporros do Roth durante a semana, ou as mudanças feitas no time, nem mesmo a postura mais aguerrida do time em campo. No final, o Vasco acabou perdendo mais uma partida e o Avaí nem precisou ter muito trabalho para isso. Bastou esperar que nosso time cometesse aqueles erros bisonhos de sempre para construir o placar de 2 a 0 e jogar o Gigante para a zona de rebaixamento.
A vaga nas semifinais da Libertadores nos escapou no jogo do dia 12, em pleno Maracanã. Em Santiago fomos muito bem, mas não conseguimos tirar a diferença. Fica pra 2011. Agora é levantar, sacudir a poeira e encarar o Brasileirão com toda a seriedade do mundo. É, o campeonato vai parar daqui a pouco, mas isso não é desculpa pra não vencer os jogos que faltam até a interrupção.
A chegada antes do previsto de um novo técnico deu uma acalmada na boataria sobre reforços para o elenco. Celso Roth, independente da sua competência – ou incompetência – precisará de mais jogadores para ter um desempenho aceitável no Brasileiro.
Alô, tricolores! Um novo time está se formando. Graças a boa vontade do nosso patrocinador, o Flu está no mercado pinçando boas opções para o time. Depois de Carlinhos e Rodriguinho, chegarão ainda esta semana nas Laranjeiras o meia Cléber Santana e o 'zagueiro-que-dá-cartão-pra-juiz' André Luis. Outro que está muito próximo de um acerto é Deco, craque português vinculado ao Chelsea, da Inglaterra. Se vier, será a contratação do ano no futebol brasileiro.
Disputamos seis pontos e ganhamos quatro. Com o bom inicio de Brasileirão dá pra esquecer um pouco o fiasco na Copa do Brasil. Embora os adversários tenham poupado jogadores, as equipes reservas mantiveram um bom nivel. Principalmente o São Paulo que nos enfrentou sem Hernanes, mas com vários jogadores que já foram titulares e disputam posições.
A incompetência ofensiva do Vasco ficou evidente no empate sem gols contra os suínos, ontem em São Janu. O que dizer de um time que passa 70, 80% com a posse de bola durante 45 minutos e não consegue marcar um golzinho sequer? Aliás, não marcar gols se entende, o pior é mal criar chances claras de abrir o placar. Mesmo tendo 10 finalizações, não criamos mais de duas oportunidades reais de gol (e, contando com precisão, criamos apenas uma.
Ufa, galera tricolor! Mesmo atuando com um time com alguns reservas o Atlético-GO deu um trabalho danado ao Fluzão... Que aliás, jogou mal outra vez. Diguinho está no seu pior momento no aspecto "passe". Diga-se de passagem o time todo errou muito no último sábado. No fim, Flu 1 x 0.
Chegou a hora de Muricy vencer. O jogo é sob medida. É em casa e contra um Atlético Goianianese de time misto. Hoje não tem desculpas. É vencer ou vencer.
Com a saída do Cestinha Uruguaio o ataque Alvinegro ficará mais versátil. Contra o Santos ele pesou, como sempre. Não fosse o voluntarismo do Herrera e a entrada do Marcelo Cordeiro - pra acertar pelo menos um cruzamento - e perderíamos dos reservas da equipe Santista. Joel inclusive já treinou o time com o Uruguaio entre os reservas. Já foi convocado, pronto. Quando voltar acho, e é justo, que dispute a posição. Jogar com nome é foda, tem que mostrar eficiencia. Tanto o Caio quanto o Edno são mais úteis do que o cestinha.
Sabíamos que não seria fácil, mas daí a supor que o Flamengo jogaria tão mal, fazendo talvez sua pior partida em muito tempo, vai um abismo. O time dos chilenos é bom, mas não deveria meter medo no campeão brasileiro; o problema foi totalmente nosso, já que NINGUÉM se salvou naquela noite de pavor para a Nação Rubro-Negra. Depois do sacode em pleno Maraca, só resta levantar a cabeça e começar a contar com o imponderável - uma vitória heróica na casa dos caras. Vai dar?
Mais uma vez o time “demorou para entrar no jogo” e o Gigante começou o Brasileiro com uma derrota. Poderíamos ter melhor sorte nesse 2 a 1 para o Galo, apenas não a merecemos: abdicar de jogar pelo menos 30 dos 90 minutos da partida é coisa que não podemos nos dar ao luxo.
Um jogo. E já podemos creditar na conta da arbitragem a primeira derrota do Flu. É certo que o time não jogou nada e que sente muito as carências da zaga e, principalmente, a ausência de seu ataque titular. Mas toda a jogada do gol do Ceará foi irregular. Falta na roubada de bola, pênalti que não foi pênalti, expulsão do zagueiro Cássio e a defesa do pênalti impugnada do goleiro Rafael. Com paradinha o goleiro se adianta, lógico. Voltar é covardia. Portanto... começou cedo, galera tricolor... começou cedo!
O vídeo é tão elucidativo que não precisa de comentários. Só é incrível que a CBF escale um juiz que faça uma arbitragem desse nível em uma quarta-de-final de um campeonato nacional.
Não foi dessa vez que levamos o bi da Copa do Brasil. Fomos atropelados pelo Grêmio e a verdade é que a vergonha poderia ter sido muito maior nesta quarta que passou. Mas agora nos voltamos para o Brasileirão. E temos o homem certo no banco de reservas. Muricy Ramalho é um campeão brasileiro nato. Aliás, tricampeão. Chegou a hora de, pela primeira vez em anos, entrarmos com força total na principal competição de nosso Brasil.
Não será dessa vez que o Vasco levará para sua sala de troféus a Copa do Brasil, único caneco que ainda não temos. A eliminação para o Vitória foi cruel, principalmente porque o time jogou bem. Sair dessa forma da competição – assim como fomos ano passado - sempre nos dá aquela revolta com relação ao regulamento. Mas o regulamento está aí, todo mundo o conhece de cor e salteado e não podemos dar sempre o mesmo mole todo ano.
É, moçada, mais uma vez o Curíntia é freguês. A rima é paupérrima, mas a Nação é rica de felicidade por torcer pro Mais Querido, que se transformou no intervalo da peleja no Pacaembu e despachou os maloqueiros da Libertadores. Que mané melhor campanha o quê, paulistada.! Que mané Ronaldo!! É Vagner Love na parada!!! E que venham as quartas de final.
Boataria segue bombando e nos últimos dias bombou "dicunforça". O que não falta são especulações sobre os reforços para o Brasileiro e possíveis saídas do elenco. Vamos comentando por setor:
A missão é muito complicada. Mas temos um começo de milagre para nos inspirar. Um jogo que, com certeza, deveria ser passado na preleção. Cruzeiro e Fluminense se enfrentaram em outubro do ano passado. O jogo foi em BH e o primeiro tempo acabou com o placar de 2 a 0 para o time da casa. Eis que o time desacreditado, jogado as traças e com 99% de chances de rebaixamento ressurgiu das cinzas e virou o jogo, terminando com a vitória por 3 a 2. Pois bem: hoje temos 90 minutos para virar o placar.
A contratação do Maicossuel é bem vinda, claro. Mas não resolve o problema. Precisamos de um plantel de bom nível pra disputar, de fato, o Brasileirão. Um grande zagueiro, um lateral direito eficiente, pelo menos dois meias de ligação. Um time pra disputar o título deve ter pelo menos dois jogadores diferenciados. O Botafogo hoje não tem nenhum.
Não podia ser diferente: torcida insatisfeita com o time e boataria bombando. A bola da vez é o Zé Roberto, dessa vez não o da seleção, mas o ex-foguim e ex-mulambo. Dizem por aí que, apesar das negativas do clube e do empresário do jogador, ele já teria acertado com o Vasco. A maioria dos comentários no Blog da Fuzarca sobre a possível contratação não a aprovam. Reclamam dos problemas de conduta, do salário alto e do passado do Zé.