O primeiro dos jogos da pré-Libertadores 2012 evidenciou algo que foi a tônica de 2011 no Flamengo. Mais uma vez, o time se comportou de forma desordenada em campo, com um esquema tático inexplicavelmente defensivo e com mais uma atuação pífia da nossa zaga. Uma vergonha para quem sabe o que é Flamengo e o tamanho de suas tradições, mas não para o "profexô" Luxa que achou a derrota de 2x1 "um bom resultado". Pare o mundo que eu quero descer! Ou melhor: "Pare o Flamengo que tem um bonde PRECISANDO descer".
Com um 4-4-2 pra lá de retranqueiro, já era claro para qualquer um que o time passaria por dificuldades. O que podemos esperar quando as peças responsáveis pela ligação entre meio e ataque são Renato Abreu (que há tempos não faz nada de útil ao time) e o garoto Luiz Antônio que, apesar da ótima atuação e do belo gol, ainda precisa de "casca" para se firmar de vez como titular? Luxemburgo precisa definitivamente se concentrar apenas no trabalho dentro das 4 linhas e observar melhor as possibilidades de variação tática que cada situação de jogo demanda. Antes mesmo de afirmarmos que o nosso comandante está ultrapassado, existe algo muito mais grave no ar quando analisamos o comentário bastante oportuno do Juca Kfouri, de que há muito tempo, Luxa não consegue montar um time que o reconheça verdadeiramente como líder, que seja capaz de correr por ele. Há com certeza muito mais nos bastidores do que podemos imaginar...
Abusando dos erros de passe e prejudicando, por consequência, a saída de bola, os únicos bons momentos do Flamengo no jogo em Potosí aconteceram pela direita, onde vimos um Léo Moura bem próximo do lateral excelente que já foi e, aos trancos e barrancos, com Negueba. Falando nele, alguém entendeu a substituição do Luxa, tirando o Deivid para lançar o Negueba? A prova de que ele errou foi o primeiro lance do garoto, que caiu pela direita, deu um chute cruzado pro meio da área e Botinelli não alcançou a bola. Se tivéssemos um atacante de ofício - ou pelo menos alguém com mais estatura do que o gringo - essa bola tava no saco e a vida estaria bem mais tranquila para o jogo de volta.
Já o R10 merece um parágrafo à parte. Jogando sem a menor garra, errando todos os passes e abusando de lances de efeito desnecessários, o gaúcho foi mais uma vez peça nula em campo, tanto tática quanto tecnicamente. Se é isso que é estar "motivadíssimo", não quero nem ver quando estiver com preguiça. Espero que o Vágner Love chame o amigo-compadre-padrinho num canto e explique em tom de esporro o que é jogar no Flamengo. A paciência vai pouco a pouco se esgotando, principalmente pelo investimento que está sendo feito nele para 2012.
O papo agora é o retorno do Adriano, que inclusive encontrou eco no coro de "Volta Imperador" entoado pelo nosso vice de finanças Michel Levy, hoje na apresentação do Love. A presidente Patrícia Amorim negou, depois de ter dito que "vai analisar com carinho". É impressionante como a nossa mandatária confunde com frequência o lado torcedora (descompromissada) com os comportamentos éticos e profissionais que o cargo máximo de um clube de futebol exige. Completamente despreparada mesmo a moçoila. Tá mais do que na hora de voltar pras piscinas...
Tudo esse bafafá aliado à declaração do presidente do Corinthians que admitiu que a contratação do Adriano foi um erro, não se espantem se o atacante aparecer na Gávea em, no máximo duas semanas, mesmo com a negativa da Patrícia. Tenho muitas ressalvas com relação à falta de profissionalismo do cara e com os constantes problemas de forma física, mas sempre penso no seguinte: Se algum parceiro arcar com o salário, prefiro ter um Adriano do que continuar com Jael e Itamar.
Vocês não?
Sábado enfrentaremos o Macaé, no estádio Cláudio Moacyr. Aposto num resultado positivo do nosso time B, que tem demonstrado muito mais determinação e consciência tática do que o principal.
Abraço e saudações rubro-negras, Nação!

