Dedé


Concretismo

Taça Rio

O Viceíno Júlio Cesar é meu amigão. Curto toda a familia dele; esposa, filhos, seus pais. Frequento a casa deles com minha filhoca e posso afiançar que até ontem, além da sacrosanta cervejinha, que é de lei e de torcer pelo vasquim, ele nunca tinha usado outras drogas. Nem leves nem pesadas.

Porém basta ler o que ele escreveu sobre o jogo de ontem pra perceber que estava sob efeito de alguma coisa muito pesada. Será que ele foi vítima do "boa noite cinderela"? Não, isso é coisa de tricolor . Julião é espada.


Herói inesperado

Heroi

Para um jogo bizarro, um herói inesperado. Fellipe Bastos, que num primeiro momento nem estava escalado pra começar a partida contra o Alianza (a dúvida do Cristóvão era entre Eduardo Costa e Nilton), entrou, jogou mal e ainda assim salvou o Vasco com seus dois gols. E não só o Vasco: se Bastos entra e não faz nada, a batata já bastante assada do interino seria definitivamente esturricada no forno da torcida (não, claro, que isso signifique que Cristóvão perca um milímetro da moral que tem com a diretoria).


Levando a brincadeira a sério...

Homenagem

Pela importância do Chico Anysio na cultura nacional e pelo fato de ser um notório vascaíno, nada mais justo que o time prestar-lhe uma homenagem; pela importância do Edmundo na história do clube, é igualmente justo que se faça a despedida decente ao jogador. O problema é que tudo isso - somado à vitória sobre o Libertad na quarta passada, que nos deixou numa situação mais cômoda na Libertadores - deixou o ambiente vascaíno leve demais, para não falar festivo demais.


Dessa vez mandou bem

Interino e Maestro

Como falei no Blog da Fuzarca, o pensamento inicial do Cristóvão tinha coerência. Jogar com dois atacantes abertos pelas pontas e com outro centralizado esperando as jogadas de linha de fundo poderia ser a solução para escapar da retranca que o Libertad armaria em São Janu. Ponto para o treinador, que percebeu que a ideia não deu certo por conta da eficiente marcação paraguaia e mudou o time ainda no intervalo.


Perdi o bonde...

Fellype

Ontem, a caminho Engenhão pra encontrar a bela e sortuda Bianca Masello e ver o clássico de "Patrão" no camarote, batia papo com meu grande irmão - apesar de viceíno – Julio Cesar e mais dois grandes amigos viceínos históricos. Estava de carona até o estádio, quando me lembrei que da última vez que fomos juntos a um Glorioso X Bacalhau. Foi no Maraca e o resultado? Fogão 4 x 0 vasquim. Desconfio que jamais poderei usufruir novamente da gentileza e da companhia dos três nesse clássico. Perdi a carona.


Pior só que bem acompanhado

Felipe no Paraguai

Mesmo que o empate entre Vasco e Libertad não tenha agradado a torcida - e nem poderia - uma coisa é certa: não precisaríamos mesmo do Juninho para vencer a partida. Sem a expulsão infantil do Diego Souza e a entrada do Rodolfo em campo decorrente desse ato, dificilmente o time paraguaio teria tido forças para empatar a partida.


Qual é o time ideal?

Time ideal?

Por mais que a vitória contra o Madureira não tenha convencido ninguém e que o jogo tivesse sido de dar calo no olho de tão ruim por boa parte dos seus 90 minutos, a torcida do Gigante não pode reclamar nem por um minuto. O adversário podia ser bem fraquinho, mas jogamos sem ataque e com apenas um jogador fazendo algo que preste no meio de campo. E isso porque o Vasco só jogou, na real acepção da palavra, apenas o segundo tempo. Vencer por 3 a 0 e manter a liderança do grupo nessas condições já pode ser considerado um feito.


Erram os dois

Erram os dois

Quando todo mundo espera uma goleada e o time vence por apenas um gol de diferença, a torcida não acha bom. Quando leva dois gols de um time fraco como o Alianza e ainda perde trocentas chances claras de balançar as redes, a coisa fica ainda pior. Por isso o 3 a 2 de ontem pela segunda rodada da Libertadores abriu mais uma temporada de pesadas críticas ao Cristóvão Borges. Como ontem não se pode falar que o time jogou na retranca, a principal bronca da torcida foi por não ter começado o jogo com Felipe. Os comentários feitos pelo Maestro após o fim do jogo só serviram para colocar mais lenha na fogueira.

Na minha opinião, nessa questão os dois estão errados.


Erros demais

Erros

Uma coisa que pouca gente leva em consideração na hora de espinafrar o Cristóvão é o número de jogadores que estão fora de combate desde o começo da temporada. E não são jogadores dos quais podemos abrir mão, como Romulo e Eder Luis, seus reservas imediatos, como o Allan e até jogadores que poderiam ser opções para o treinador, como o Chaparro. Ignorar o quanto eles fazem falta ao time e colocar toda a culpa em cima do treinador é um pouco injusto.


Pra esclarecer alguns pontos

Conversa

Até entendo a euforia dos tricoletes com a conquista da Taça Guanabara. Os caras penam para ganhar títulos, aí, quando vencem um turno, fazem essa festa toda. Natural. Mas vale lembrar que “título” de turno não vale nada além de uma vaga na final do estadual.