Dênis Marques


Um exemplo do que não fazer em 2011

Sem erros para 2011

Diante da minha total falta de empolgação e da campanha pífia do Flamengo neste Brasileirão 2010, recorro ao amigo Vinícius Orrico, que me mandou um texto contendo uma bela análise de tudo o que aconteceu neste ano. Comentem:


Estamos à deriva

Nem sinal de terra à vista...
É duro admitir, mas o Mais Querido parece sem rumo em meio à tormenta. Em menos de seis meses fomos da calmaria que advém das grandes conquistas à incerteza que surge quando não há comando - situação que infelizmente parece intrínseca ao cotidiano do Rubro-Negro. E por mais que alguns digam que a atual administração não tem culpa dessa confusão, sinto-me obrigado a discordar.

A lei da Física também vale aqui

Prudência nunca é demais...
Exatamente um mês depois da hexafaçanha, me reapresento, assim como o elenco do Mais Querido. E a situação, é boa? Pra ser sincero, não vejo com bons olhos, não. Everton foi embora (perder pra time do México é sacanagem!), Aírton também e até Angelim agora faz doce pra renovar contrato. Pra piorar, não chega ninguém!

Cadência e porrada em alguns

É, Nação, como diz mesmo aquele velho deitado? Dia de muito, véspera de pouco, é isso? Pois então. Fomos pra cima dos acarajés rubro-negros, e até demos umas mordidas maneiras, mas quase tivemos indigestão no final. Um pontinho, naquelas circunstâncias, valeu muito. E o gato-mestre aqui cantou a pedra 30 segundos antes do gol salvador, tenho testemunhas.

Sobre hoje à noite e (ainda) sobre domingo

Dindim saiu voando...
Salve, Nação! Todos prontos para mais um triunfo hoje à noite? O Vitória tem cores bem bacanas na camisa e não é aquele time florido e mulambento que surramos no domingo, mas também não assusta ninguém, principalmente a nós, os verdadeiros Rubro-Negros - os baianos, paranaenses, goianos e sei lá mais quantos times em vermelho-e-preto Brasil afora são genéricos, pois não?

Alergia a tricolores

É, Nação, após uma brabíssima crise de rinite alérgica, estamos de volta. Na segunda-feira eu estava combalido demais até pra teclar estas tortuosas linhas, mas eu já disse aqui que não gosto de chutar cachorro morto, razão mais que suficiente para não comentar de sopetão nosso passeio no campo de flores de Laranjeiras. Aliás, as tais flores, antes muito apreciadas em buquês de noivas, agora servem também pra enfeitar caixões tricolores. Mas a mim só causam espirros e coriza.

Vou acionar o Procon!

Salve, Nação! Antes de mais nada, sejam todos muito bem-vindos! Agora sim! Os 4 Grandes vem-que-vem-que-vem com tudo. O saite está quase 100% e já estamos na boca da massa fanática por futebol. Hora de mostrar nossa força e bombar essa quitanda aqui, onde não há 'doutores em futebol', apenas torcedores que não lambem saco de ninguém - jogador, técnico, cartola, jornalista - nem abrem mão da coerência (quer dizer, o Alvim abre mão, mas é garoto ainda) na hora de elogiar ou criticar o time do coração. *********************************************************

Só o Mengão salva

É, Nação, entre times de segunda (levar tamancada do Ceará é sacanagem, bacalhaus!) e outros quase lá (o Fluzim, bem... deixa pra lá, não se chuta cachorro morto), o futebol carioca agoniza. Ao menos a nossa parte foi - bem - feita: surramos o fraco Santo André no sábado, com show de bola de Petkovic e a boa estreia de Zé Roberto, antes muito tarde do que nunca. Terá ele reduzido a quantidade de água mineral (ou guaravita, hula-hula, H2OH!) ingerida nos dias de folga? Com ele e o gringo bem, o time fica com mais opções de jogada e sobe bastante de produção, como vimos no Maracanã sábado.

Nada surpreendente

O time que entrou em campo na quinta-feira era praticamente um cata-cata, formado entre os poucos que não estão no estaleiro e completado com uma porrada de moleques. Não tinha como dar muito certo, e não deu. Se na primeira etapa o Mais Querido saiu em vantagem, foi apenas porque o treinador Adílson Batista inventou um esquema com três zagueiros que só fez confundir seus atletas - alguns deles citaram isso para explicar o primeiro tempo ruim do azul das Alterosas, já que o time nunca joga assim.