Fabio Ferreira


Surrealismo

Surrealismo

Olhar as estatísticas do jogo entre Vasco e Botafogo na final da Taça Rio parecerá um exercício de surrealismo para quem não viu a partida. O Vasco foi melhor não em um ou dois fundamentos, mas em TODOS: ganhou do Botafogo em posse de bola, finalizações, passes certos, roubadas de bola, jogadas de linha de fundo, bolas levantadas e escanteios. Erramos menos passes, fizemos menos faltas e tivemos menos impedimentos.

O problema é que, e aí vem o surreal, perdemos por 3 a 1 a partida.


Perdi o bonde...

Fellype

Ontem, a caminho Engenhão pra encontrar a bela e sortuda Bianca Masello e ver o clássico de "Patrão" no camarote, batia papo com meu grande irmão - apesar de viceíno – Julio Cesar e mais dois grandes amigos viceínos históricos. Estava de carona até o estádio, quando me lembrei que da última vez que fomos juntos a um Glorioso X Bacalhau. Foi no Maraca e o resultado? Fogão 4 x 0 vasquim. Desconfio que jamais poderei usufruir novamente da gentileza e da companhia dos três nesse clássico. Perdi a carona.


Xô Gambá!

Xô, Gambá!

A criação continua sendo o calcanhar de aquiles do Fogão. Elkeson - que tem sido o melhor do time - e Maicosuel, que começa a mostrar a velha habilidade, partem pra cima dos adverssários, mas sem muita organização tática. Falta o maestro nesse meio campo. Sem Marcelo Mattos, então, não se tem nem uma saída de bola decente. Jogamos alguns pontos preciosos no lixo por falta de talento pra acionar o ataque.


Rachou!

cracks2.jpg

Joel deixa o Fogão aborrecido com a torcida e com alguns jogadores. Acho que a irritação da torcida faz todo sentido. O que não tira os méritos do técnico que assumiu o clube depois de uma derrota humilhante para o Vasco e o levou ao título do carioca. Logo após, no Brasileiro, fizemos uma excelente campanha até bem próximo da reta final, onde o elenco precário não suportou o exigente caléndário do campeonato após perdermos ,por contusão, jogadores importantes como Fábio Ferreira e Maicosuel.


Última cartada: trégua (é hora de união!).

O apoio da torcida é o ás na manga alvinegra!

Após uma sequência de oito empates restou ao Botafogo apostar todas as fichas no ataque Alvinegro. Agora é ganhar ou ganhar. O time tem a obrigação de jogar no ataque o tempo todo. Temos que torcer para que Jobson, Loco Abreu e Caio desencantem e voltem a marcar.

A bola tem chegado em condições de gol, mas as finalizações têm sido toscas. Vencemos sábado em uma cobrança de falta perfeita do Marcelo Cordeiro. Já o Jobson recebeu de cara com o goleiro e não guardou. Talvez seja o caso de começar jogando com três atacantes e partir pra cima na pressão.


Te cuida , Alvim!

Se liga tricolete!

O Botafogo segue desperdiçando chances de encostar no G4.

Ontem o time perdeu quatro oportunidades claríssimas de marcar, duas com Loco Abreu, uma com Jobson e outra com Marcelo Cordeiro. Como tem sido constante jogamos razoavelmente, mesmo com desfalques importantes, e impusemos o ritmo da partida. Os porcolinos passaram todo o jogo se defendendo e quando chegaram na área alvinegra esbarraram no Renan, que esta à altura do Jeferson: seguro e passando firmeza à zaga. O meio estava bem posicionado e Lúcio Flávio fazia bons lançamentos, inclusive deixando o Marcelo Cordeiro na cara do gol.


A bruxa continua solta

A bruxa sobrevoa General Severiano

O Botafogo continua acumulando baixas na reta final do brasileiro. Agora foi o Fábio Ferreira quem sofreu uma lesão no joelho no clássico contra os mulambos e será operado. Não joga mais esse ano. Depois do Maicosuel e do Marcelo Matos terem se contundido seriamente é mais um titular que perdemos sem previsão de retorno. Pra completar temos a situação do Jóbson, que parece ter voltado a praticar seu esporte preferido: frequentar a noite.


Empate Sofrido

Foi mais sofrido para alguns...

A tática do Joel de segurar o time no primeiro tempo e deixar pra resolver a partida no segundo fracassou. Por pouco não levamos um sacode do Vasco. Não fosse a incapacidade do Rafael Coelho em concluir uma jogada de cara com o Jeferson e assim matar a partida, teríamos tido um vexame no Engenhão.


Por que o Fahel não dá uma voltinha?

Pegue o caminho da rua!

O Botafogo perdeu cinco titulares desde antes da boa vitória contra os bambis paulistas no Engenhão. De lá pra cá, Joel improvisou e substituiu em todos os setores e conseguiu manter a qualidade do futebol Alvinegro:

Na lateral esquerda improvisou Edno e Renato Cajá, fazendo revezamento. Deu certo.
Mesmo sem Jobson e Herrera, o ataque continuou veloz com Caio e Edno.
A defesa está bem posicionada e Dany Moraes quando entra o faz a altura dos companheiros.
Sem Somália, Renato Cajá foi muito bem no apoio junto com Maicossuel.


A estrela voa!

Ninguém segura nosso voo!
É isso aí rapaziada! Detonamos o galinho mineiro jogando com muita autoridade, vibração, velocidade e inteligência.