Fágner


Agora é com a diretoria

Fui

O assunto deveria ser o vergonhoso chocolate aplicado pelo Baea dentro da nossa própria casa, mas o pedido de demissão do Cristóvão acabou fazendo o 4 a 0 de domingo caducar como pauta. O que, para mim pelo menos, foi melhor, já que não seria nada agradável ter que ficar lembrando da terrível atuação do Gigante diante do tricolor baiano.


A memória falha...

desmemoriado

O Vasco perdeu outra partida, a terceira seguida em uma série de cinco jogos sem vitória. O time não vem jogando bem, parte por não ter opções no elenco, parte por equívocos do Cristóvão (e, como muito justamente diz a torcida, por culpa da diretoria, já que quem contrata jogadores e mantém treinadores no cargo é ela). Quanto a isso, não há o que discutir.

Mas aí a começarem a falar em “lutar pra não cair” e “será difícil chegar aos 45 pontos” vai uma distância GIGANTESCA.


Melhor fácil que difícil...

fácil

O Vasco passou até agora com tranqüilidade pelos adversários considerados mais complicados na sua tabela. Para a campanha do Gigante, pouco importa que São Paulo e Santos não foram adversários que dessem muito trabalho. Não temos nada a ver com os problemas dos nossos adversários e o que vale são os três pontos que conquistamos a cada vitória.


Do contra

Do Contra

Eu sinceramente pensei que depois da vitória incontestável do Vasco sobre o São Paulo na quarta-feira, as críticas ao grupo (como um todo) iriam dar um tempo. E elas até diminuiram, mas ainda apareceram em bom número no Blog da Fuzarca.

Para os críticos, o Vasco não fez mais que a obrigação, já que encaramos um adversário desfalcado, em renovação e desorganizado pela recente troca de treinador. E ainda assim, correu riscos por conta da pressão final dos donos da casa, por conta da burrice do Cristóvão de colocar um volante pra segurar o resultado aos 37 minutos do segundo tempo.


Mais uma atuação bipolar

Bipolaridade

Mais uma vez o Vasco teve uma atuação bipolar e deixou dois pontos que não precisava ter deixado em Floripa. O empate em 1 a 1 com o Figueirense foi mais um jogo em que poderíamos ter vencido e que não o fizemos porque achamos que bastaria jogar um tempo para conseguir passar pelo adversário.


O melhor jogador

Sorte

O melhor jogador do Vasco na vitória por 3 a 2 sobre a Ponte foi a sorte. Demos sorte em não levar todos os gols que poderíamos ter levado (Marcel fez dois mas compensou perdendo outros dois feitos) e igualmente demos sorte da Macaca ter nos dado o segundo gol e o juiz ter visto o pênalti que originou o terceiro. O fato é que não merecíamos a vitória. A Ponte, que mostrou que não era a toa a série invicta de cinco jogos, foi melhor durante os 90 minutos, dando um banho de aplicação tática sobre o nós.

E nisso teve uma grande ajuda do Cristóvão.


Vamos por partes...

Pedaços

A única jogada que o Felipe acertou em todos os 90 minutos foi no primeiro tempo, quando foi à linha de fundo e cruzou para Alecsandro QUASE marcar. E ele estava jogando na lateral nesse momento.

O time poderia ter começado a partida com Feltri na lateral e Felipe no meiuca. Mas o fato é que o Vasco fez um primeiro tempo melhor que o segundo, com Bastos no meio.


Seis por meia dúzia (como sempre)

Seis por 1/2 Dúzia

É difícil para um torcedor do Vasco achar que o empate com o Palmeiras refletiu o que aconteceu em campo. Não que não tenha sido um jogo parelho, o que até foi. Mas mesmo considerando as chances que os suínos perderam, a impressão que temos é que o Vasco poderia ter vencido a partida. Isso, igualmente considerando os erros do sr. Leandro Vuaden e seus auxiliares: um pênalti pro lado de lá, dois para o nosso, mais uma expulsão contra o Palmeiras e um gol anulado daquele jeito: se é para o Vasco, na dúvida, é impedimento.


Contrasenso

Tabela

O Vasco venceu o Náutico apresentando um bom futebol, mateve os 100% de aproveitamento e voltou à liderança do campeonato. Ainda assim, tenho certeza que a parte "exigente" da torcida - aquele pessoal que acha que o Vasco tem que ganhar por goleada todo jogo, qualquer que seja o adversário - vai dizer que o Náutico não é parâmetro, que o time foi apenas razoável (ou menos que isso) e que não fez nada além da sua obrigação.


A exceção, não a regra

Exceção

As reações dos leitores do Blog da Fuzarca após eu ter publicado minhas impressões sobre a vitória do Vasco sobre a Lusa foram melhores do que eu esperava. A maioria acabou falando nos comentários que o importante mesmo foram os três pontos e que é melhor jogar mal e vencer que jogar bem e perder.