Salve, Nação! Todos prontos para mais um triunfo hoje à noite? O Vitória tem cores bem bacanas na camisa e não é aquele time florido e mulambento que surramos no domingo, mas também não assusta ninguém, principalmente a nós, os verdadeiros Rubro-Negros - os baianos, paranaenses, goianos e sei lá mais quantos times em vermelho-e-preto Brasil afora são genéricos, pois não?
Muitos amigos dizem que estou otimista em excesso com a partida de hoje. Discordo, mas isso não importa. O cerne da questão é: por que haveria de ser diferente? Quando o trabalho é bem-feito, as coisas começam a dar certo naturalmente, e a rotina passa a ser dos acertos, não dos tropeços. Falei?
Acorda, Dênis Marques! O time tá acertando jogo a jogo, mas precisa de uma referência na área adversária, e hoje não temos o Imperador pra meter medo nos zagueiros da terra do Olodum. A Nação costuma ter paciência com jogador meia-boca, desde que o sujeito se esforce e, de vez em quando, acerte alguma coisa (remember Obina, Maurinho, Charles Guerreiro et caterva). Mas paciência tem limite, ô das trancinhas - a propósito: ninguém vai dar um toque no cara do quão ridículos são aqueles apêndices capilares?
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Mudando de assunto: os amigos souberam que a dupla Fla-Flu não levou um mísero centavo da renda do jogo de domingo? Pois é. Cada clube teria direito a pouco mais de R$ 300 mil (não paga nem o salário do Fred Chinelim Surfista, mas pros funcionários é grana que sempre vem a calhar), mas as inúmeras penhoras derivadas de ações judiciais morderam cada caraminguá que seria destinado aos clubes. Então ficamos assim: de mais de R$ 1 milhão de renda, todo mundo leva seu quinhão: a Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro, por exemplo, entidade que 'representa' a turma do jornalismo esportivo, ficou com R$ 3.292,47, enquanto a União dos Escoteiros do Brasil (UEB) faturou R$ 6.584,95 (!!!). Sempre alertas, não? Segundo a gloriosa e ilibada Federação de Futebol do Rio, uma lei estadual determina o repasse de um naco de cada partida para os escoteiros. Agora me digam: quem ainda é escoteiro hoje em dia?
Mais bizarro ainda é descobrir que quase 10% da renda vai para pagar a venda e pré-venda (!) dos ingressos - eta serviço caro, não?
Só ficam de mãos abanando os protagonistas do espetáculo. A coisa é tão séria que o representante do Fla nem assinou o borderô do jogo, o que não impediu o cofre do Mais Querido de sofrer a derrama. Os tricoflores, por sua vez, deram (ops) de ombros: afinal, eles não só perdem a renda como ainda contratam o cara que penhora as mesmas - e pagam salário!! Né, Branco?
Zoações à parte, fica a constatação: pobre (cada vez mais) futebol carioca.
Saudações Rubro-Negras.
Comentários
Genéricos?
Não seria o time de futebol do vitória mais velho que o do flamengo?? 9 anos de diferença... Ou esse blog é sobre remo?? se for, ta faltando notícia.Tá no lugar errado
Caro, aqui não é lugar de notícia, aqui é comentário, análise, zoação, cornetada. Deu pra perceber ainda não? Em tempo: e eu lá perguntei quantos anos tem o time do Vitória? SRN.Comentar