Jonathan


Com esse meio não pode ser assim

Esquema

As dificuldades naturais de um início de temporada não foram levadas em consideração por parte da torcida e a vitória por 2 a 0 sobre o Americano não serviram para evitar as espinafrações pra cima do trabalho do Cristóvão. Não que o time não pudesse ter tido uma apresentação mais convincente - e talvez até pudesse, mesmo com as características da partida de ontem - mas a questão é o objetivo das críticas.


Onde está o erro

CB

É claro que a culpa pela derrota para o Aurora por 3 a 1 vai cair nas costas do Cristóvão Borges. Ele é o técnico, ele quem decidiu levar 15 jogadores e foi ele quem escolheu os mesmos. Mas antes de simplesmente responsabilizar o interino, cabe procurarmos enteder as razões para ele ter tomado essa decisão.


Medíocre por definição

Mediocridade

O Vasco encerrou sua participação no Brasileirão 2010 vencendo o Ceará por 2 a 0 e tomando do clube nordestino a 11ª colocação. Com essa posição intermediária, ali no meio da tabela, fica bem fácil definir o desempenho da equipe nesse campeonato: medíocre (a se entender o termo como definido no dicionário "de qualidade média, comum; mediano, meão, modesto, pequeno").


Quem se importa com o que pensa a torcida?

Quem mais deveria se importar não parece muito preocupado

Mais um empate, dessa vez com a bambilândia paulista. Mais uma vez saindo na frente e permitindo o adversário chegar à igualdade. Mais uma vez jogamos melhor, mas não sustentamos o resultado principalmente por duas deficiências crônicas da equipe: a total incapacidade do ataque converter as chances criadas e a falta de suplentes à altura.


Jogando e aprendendo

Para aprender algo...

Acho que tudo o que deveria ser dito sobre o clássico com os tricoletes foi dito no post do Blog da Fuzarca. Se o PC Gusmão encarar a derrota como uma prova de que o time tem outra atitude quando joga com mais homens de frente, já terá valido de alguma coisa. Mas é claro que a diretoria precisa colaborar: com atacantes que não sabem fazer gols, fica complicado vencer. Mesmo com três atacantes e quatro armadores em campo.


As trocas do PC

Seis por 1/2 Dúzia

Vejam vocês...PC deu a entender que entraria em campo com dois armadores e dois volantes contra o Grêmio Prudente. Em cima da hora, deixou o Fumagalli no banco e entrou com o Romulo.

Beleza, o garoto teve estrela e garantiu nossa vitória marcando os dois gols que fizemos. Mas se pensarmos bem, a opção pelos três volantes acabou se mostrando um equívoco total, mesmo com o time levando os três pontos. Acompanhem meu raciocínio:


Sem banco

Não há banco na Colina

Depois de mais uma atuação fraca e mais uma derrota para um adversário pouco qualificado, ficou claro: o Vasco não tem elenco para uma competição do nível e da duração de um Campeonato Brasileiro. Bastaram duas partidas mais complicadas - o empate com o Grêmio e a vitória sobre os Gambás - para o time do Vasco ficar fisicamente em frangalhos. Até, tudo bem. O problema é que as peças de reposição numa situação como essa se mostram de uma ineficiência gritante.


Prefiro me calar...

Cala-te boca...

O Gigante detonou o Timão por 2 a 0 e deixou a torcida mais uma vez com aquela cara de "...e se?". Não que adiante pensar nisso. Os pontos perdidos não voltam e resta à torcida imaginar onde poderíamos estar se jogássemos sempre como jogamos ontem.


Tranquilo, mas irritado...

Lembrar dos pontos que perdemos é de matar de raiva!

A virada de ontem sobre o Goiás nos recolocou no caminho das vitórias e se não nos deixa extremamente confiantes de que lutaremos por uma vaga na Libertadores, pelo menos nos tranquiliza com relação à permanência na Série A (tranquilidade essa que não chegou a sumir, pelo menos pra mim). Mas também serve para deixar a torcida muito irritada com um fato: o Vasco merecia estar muito acima na tabela, não fossem as constantes falhas individuais do time.


Com o time ligado fica mais fácil!

Apertaram o "on"...

Teve gol perdido, pênalti desperdiçado, recuo exagerado do time, quatro volantes jogando, rigor ao expulsarem jogador nosso e relaxamento na hora de expulsar um do adversário e até falha canhestra rendendo gol ao outro time. Mas dessa vez, mesmo repetindo um monte de coisas que estamos cansados de ver nas últimas partidas, conseguimos o principal: a vitória.