Juninho Pernambucano


O problema com Abelairas

Abelairas

Como falei no Blog da Fuzarca, Cristóvão Borges armou um meio de campo acéfalo para jogar contra o Nacional: com três volantes (dois eminentemente de combate e um que ajuda na criação) e Diego Souza, que na prática joga mais como um atacante do que como meia, não havia como o time articular jogadas em número suficiente. Diante disso, jogamos até razoavelmente, já que vencemos a partida e perdemos uma penca de chances claras de gol.


Qual é o time ideal?

Time ideal?

Por mais que a vitória contra o Madureira não tenha convencido ninguém e que o jogo tivesse sido de dar calo no olho de tão ruim por boa parte dos seus 90 minutos, a torcida do Gigante não pode reclamar nem por um minuto. O adversário podia ser bem fraquinho, mas jogamos sem ataque e com apenas um jogador fazendo algo que preste no meio de campo. E isso porque o Vasco só jogou, na real acepção da palavra, apenas o segundo tempo. Vencer por 3 a 0 e manter a liderança do grupo nessas condições já pode ser considerado um feito.


Ortodoxia "Cristovaoniana"

Ortodoxia

Todos sabem que, no começo do Carioca, o que importa mesmo é somar pontos e chegar seja como for entre os dois primeiros do seu grupo. Se o time garantir a vaga nas semifinais do primeiro turno, tanto faz se foi de forma brilhante ou se foi aos trancos e barrancos. O que não falta é exemplo de time que chegou cheio de moral à fase decisiva da Taça Guanabara e que acabou eliminado por um clube que penou para conseguir a vaga.


Com esse meio não pode ser assim

Esquema

As dificuldades naturais de um início de temporada não foram levadas em consideração por parte da torcida e a vitória por 2 a 0 sobre o Americano não serviram para evitar as espinafrações pra cima do trabalho do Cristóvão. Não que o time não pudesse ter tido uma apresentação mais convincente - e talvez até pudesse, mesmo com as características da partida de ontem - mas a questão é o objetivo das críticas.


Muitos volantes?

Volantes

Depois desse 4 a 0 acachapante sobre o Grêmio, o que será que vão falar os que defendem a tese de que é o número de volantes que faz um time estar ou não na retranca? Mesmo sem Juninho ou Felipe e tendo Fellipe Bastos como o jogador mais próximo de um armador em campo, o Vasco apresentou um futebol com consistência ofensiva sem deixar de ter uma marcação forte no meio de campo.


Sabendo perder (no mal sentido)

Sabendo perder

Em pelo menos uma coisa a acachapante derrota pr 4 a 1 para o América-MG dá razão aos corneteiros, pessimistas e viúvas de plantão: nenhum time nesse campeonato sabe perder tão mal quanto o Vasco.


Falta um teste definitivo

Bom início

A partida contra o Ceará seria um bom teste para Cristóvão Borges. Era a chance para o auxiliar técnico mostrar que poderia resolver um velho problema do Vasco: jogar bem contra times que jogassem na retranca. Sendo o confronto na Colina, sua responsabilidade aumentaria consideravelmente, já que ele teria que convencer a exigente torcida vascaína que ele pode substituir Ricardo Gomes - que passou a ser quase uma unanimidade após seu AVC - à altura.


Força Vasco!

O dentuço não viu a bola...

Será difícil encontrar um vascaíno que tenha ficado satisfeito com o empate sem gols com a mulambada. Fomos melhores durante quase todo o tempo, criamos as melhores chances e a urubulândia ainda teve uma ajuda decisiva do juizão que deixou de marcar pênalti na rasteira que Léo Moura aplicou em Bernardo no final do jogo. Com o resultado, perdemos a chance de terminar o primeiro turno empatados na liderança com os gambás.


Fim das certezas absolutas

Fim das certezas absolutas

Um dos fatos interessantes da noite em que vencemos os suínos pela Sul-Americana aconteceu após o fim do jogo. Em entrevista concedida à Rádio Globo, Ricardo Gomes foi perguntado sobre os reservas que participaram da partida. Gomes não quis ser definitivo nem mostrar se pretende ou não mudar o time, mas não pode deixar de elogiar uns e outros que ele parece fazer questão de efetivar como titulares no time.


Não é o fim do mundo

Apocalipse

36 x 8. Esse foi o placar de finalizações a favor do Vasco no jogo contra o Bahia. Infelizmente, o placar que importa é outro, e nesse não passamos de um empate em 1 x 1. Apenas um gol em 36 chutes e apenas um ponto em três possíveis. Olhando por esse prisma, não dá mesmo pra ficar satisfeito com o resultado.