Juninho Pernambucano


Ortodoxia "Cristovaoniana"

Ortodoxia

Todos sabem que, no começo do Carioca, o que importa mesmo é somar pontos e chegar seja como for entre os dois primeiros do seu grupo. Se o time garantir a vaga nas semifinais do primeiro turno, tanto faz se foi de forma brilhante ou se foi aos trancos e barrancos. O que não falta é exemplo de time que chegou cheio de moral à fase decisiva da Taça Guanabara e que acabou eliminado por um clube que penou para conseguir a vaga.


Com esse meio não pode ser assim

Esquema

As dificuldades naturais de um início de temporada não foram levadas em consideração por parte da torcida e a vitória por 2 a 0 sobre o Americano não serviram para evitar as espinafrações pra cima do trabalho do Cristóvão. Não que o time não pudesse ter tido uma apresentação mais convincente - e talvez até pudesse, mesmo com as características da partida de ontem - mas a questão é o objetivo das críticas.


Muitos volantes?

Volantes

Depois desse 4 a 0 acachapante sobre o Grêmio, o que será que vão falar os que defendem a tese de que é o número de volantes que faz um time estar ou não na retranca? Mesmo sem Juninho ou Felipe e tendo Fellipe Bastos como o jogador mais próximo de um armador em campo, o Vasco apresentou um futebol com consistência ofensiva sem deixar de ter uma marcação forte no meio de campo.


Sabendo perder (no mal sentido)

Sabendo perder

Em pelo menos uma coisa a acachapante derrota pr 4 a 1 para o América-MG dá razão aos corneteiros, pessimistas e viúvas de plantão: nenhum time nesse campeonato sabe perder tão mal quanto o Vasco.


Falta um teste definitivo

Bom início

A partida contra o Ceará seria um bom teste para Cristóvão Borges. Era a chance para o auxiliar técnico mostrar que poderia resolver um velho problema do Vasco: jogar bem contra times que jogassem na retranca. Sendo o confronto na Colina, sua responsabilidade aumentaria consideravelmente, já que ele teria que convencer a exigente torcida vascaína que ele pode substituir Ricardo Gomes - que passou a ser quase uma unanimidade após seu AVC - à altura.


Força Vasco!

O dentuço não viu a bola...

Será difícil encontrar um vascaíno que tenha ficado satisfeito com o empate sem gols com a mulambada. Fomos melhores durante quase todo o tempo, criamos as melhores chances e a urubulândia ainda teve uma ajuda decisiva do juizão que deixou de marcar pênalti na rasteira que Léo Moura aplicou em Bernardo no final do jogo. Com o resultado, perdemos a chance de terminar o primeiro turno empatados na liderança com os gambás.


Fim das certezas absolutas

Fim das certezas absolutas

Um dos fatos interessantes da noite em que vencemos os suínos pela Sul-Americana aconteceu após o fim do jogo. Em entrevista concedida à Rádio Globo, Ricardo Gomes foi perguntado sobre os reservas que participaram da partida. Gomes não quis ser definitivo nem mostrar se pretende ou não mudar o time, mas não pode deixar de elogiar uns e outros que ele parece fazer questão de efetivar como titulares no time.


Não é o fim do mundo

Apocalipse

36 x 8. Esse foi o placar de finalizações a favor do Vasco no jogo contra o Bahia. Infelizmente, o placar que importa é outro, e nesse não passamos de um empate em 1 x 1. Apenas um gol em 36 chutes e apenas um ponto em três possíveis. Olhando por esse prisma, não dá mesmo pra ficar satisfeito com o resultado.


Chance de acertar o time

Diego Souza não, Gomes!

O Maestro Felipe acabou tomando seu terceiro cartão amarelo na vitória sobre o Furacão por 2 a 1, ontem na Colina, e desfalca o time na próxima rodada. Não contar com um titular nunca é bom, mas fazendo as coisas direitinho, Ricardo Gomes pode aproveitar o desfalque para finalmente encontrar a formação ideal para o Gigante. Não que eu ache que o Felipe deva ir para o banco (por mais que ele não tenha mostrado a eficiência de sempre nas partidas). Mas sua ausência obrigará o nosso treinador a pensar em alternativas para a equipe.


O placar mente

Pinóquio

Houve uma coisa em comum entre as derrotas do Vasco para o Cruzeiro na semana passada e para o Corinthians ontem: os placares estiveram longe de refletir o que aconteceu em campo. Se contra a raposa o sonoro 3 a 0 mascarou o domínio vascaíno na partida, o apertado 2 a 1 para os gambás não é fiel à fraca atuação do Gigante no Pacaembu.