Leandro Euzébio


Semana de ajustes

Abel Braga tem uma semana inteira de treinos para definir a equipe que enfrentará o Botafogo nas finais do Carioca e o Inter no jogo de volta da Libertadores. Ao meu ver, alguns ajustes podem ser feitos. Vamos a eles...


A incógnita feliz

Existe um time no Brasil que não tem boa estrutura, mas conta com um grande patrocinador. Treina em sua própria sede, reúne condições boas, mas não ideais, e montou um elenco excelente para 2012. Disputa atualmente duas competições. Venceu o primeiro turno de uma e está na final do Estadual, aparecendo como o melhor time da competição, em critérios fáticos. Na outra, a mais importante, venceu os três jogos que disputou e lidera a chave com folga, podendo avançar para a fase de mata-mata com duas rodadas de antecipação. É, hoje, matematicamente, o melhor time da América do Sul.


Um cochilo para a Libertadores

Cochilo na hora certa

O público foi tão pequeno no Fla x Flu que o time reserva do Fluminense e Abel conseguiram o cochilo tão esperado por todos depois de vencer o Boca. Como consequência, vitória mulamba num jogo em que o goleiro deles foi o melhor em campo, mesmo com a imensa preguiça dos tricolores que entraram em campo. As atuações de Rafael Moura, Edinho, Anderson, Thiago Carleto e Wagner foram abaixo da crítica.


Começou!

Depois de uma fase de grupos horrenda, cheio de jogos bizarros, em que o Flu conseguiu se enrolar e garantiu a classificação devido a uma combinação de resultados na última rodada, é hora do time resolver a situação de Abel ou complicar de vez. Sou contra qualquer tipo de fritura, mas o fato do time não ter uma jogada me incomoda demais. Como torcedor, quero sempre que o Fluminense vença e, por isso, torcerei pelo brilho individual dos atletas do meio pra frente.


Sobrevida

Vencemos. Depois de 3 rodadas de insucessos no Carioca, voltamos a conquistar um triunfo, mesmo com o juiz tentando complicar. Junto com o jogo, ganhamos uma sobrevida na Taça Guanabara e temos que vencer o Bangu e torcer contra o Boavista no fim de semana, a fim de assegurar vaga nas semifinais. A sobrevida não é só do time, mas também de Abel, que continua sem conseguir organizar o time, mas tem o apoio dos jogadores, já que em todos os gols de ontem, os atletas correram para o comandante e o abraçaram.


Ah, Abel...

Esqueçam o resultado do clássico. Perdemos do juiz, quer dizer, do Vasco, por 2 x 1 com uma arbitragem trágica que nos prejudicou do início ao fim. Dois pênaltis claríssimos selaram a nota zero do juiz, sem falar no festival de cartões amarelos para o Flu. Deixando isso de lado, vamos falar do dinheiro que é investido no Fluminense e na incapacidade do técnico de armar a equipe. Aos fatos...


Defesa contra o ataque

Quando o time vence um jogo por 5 a 4 é porque se superou tecnicamente tanto pro bem quanto pro mal. O ataque está de parabéns, a defesa tentou estragar tudo e o meio... ficou no meio termo. O que valeu dessa rodada é que só temos que secar os gambás. O Flu se reaproximou do Vasco e ainda temos confronto direto com eles. É só continuar a espantar a zica dos bigodes e eles já estarão para trás antes da última rodada. Só a vitória vale pra nós até o final. Figueirense, Vasco e Botafogo. Ou 3 vitórias, ou "só" Libertadores em 2012.


A grande vitória

Eu chamei a partida de "o grande jogo", na postagem anterior. Nada mais natural que eu trate a partida como "a grande vitória". Uma verdadeira guerra. Aquele jogo que você fica chutando os móveis em casa, gritando sozinho, xingando todo mundo até quando é pra demonstrar felicidade. Uma vitória de campeão. Uma vitótia do tricampeão brasileiro.


Efeito Leandro Euzébio

O título do post diz tudo. Leandro Euzébio é, de longe, o melhor zagueiro que temos. Até Gum voltou a jogar. Como disse Calazans em sua coluna de hoje, a defesa voltou a atuar como a defesa que o Fluminense merece. Depois de três ótimas vitórias seguidas na abertura do segundo turno, estamos de volta ao campeonato de 2011. Contra São Paulo e Cruzeiro, fora de casa, jogamos com autoridade e mandamos nos jogos. Contra o Atlético-GO, em casa, não jogamos bem, mas viramos na raça. E tem que ser assim. Quando não estivermos bem temos que vencer na raça, na luta, no coração.


Digno de pena

Beirou o ridículo. A estreia de Abel foi digna de pena. Não pelo comandante, que acabou de chegar e percebeu que vai ter muito trabalho. Pena de Ricardo Berna, que falhou duas vezes e entregou mais uma vez. Pena de Gum e Leandro Euzébio, que parecem estar presos na magia do ano de 2010. Pena de Mariano e Julio César, que nada fazem. Pena de Deco, que se machucou pela enésima vez. Pena de nós, que estamos em busca de uma sequência de vitórias que ainda não veio este ano.