Léo Gago


Mais competência e menos sorte

Competência

Digam o que disserem sobre a derrota para o Santos, se analisarmos friamente os fatos, podemos dizer que demos sorte nessa rodada. Senão vejamos:


Menos boatos que de costume...

Poucos boatos caindo do céu...

As negociações do Vasco estão sendo noticiadas com tanta antecedência que a maioria delas não pode ser chamada de boato. Depois das chegadas do atacante Marcel e do zagueiro Anderson Martins - que até agora não se sabe se vem mesmo ou não, pelo menos pela declaração do presidente do Vitória - os nomes que vem sendo ventilados estão assumidamente conversando com a diretoria vascaína.


Trabalho facilitado

Analisar individualmente os jogadores do Vasco que ontem venceram o Furacão por 3 a 1 na Colina não será muito difícil. Tendo dois jogadores expulos ainda no primeiro tempo, o Atlético não conseguiu e nem poderia dar trabalho para a defesa do Gigante. Com isso, não há muito o que falar da parte defensiva do time.

Balanço da Copa

A maior vai pra Colina

Desde que foi anunciada a participação do Gigante na Copa da Hora, a torcida sabia que as principais razões da ida do time à Floripa eram manter o time em atividade durante o longo período da Copa e tentar acertar o elenco para a volta do Brasileirão. Se o título viesse, seria lucro, não era algo que os vascaínos deveriam levar como prioridade. Aí o time acaba sendo campeão do quadrangular e o que acontece?


Bisonhices e derrotas

Pateta FC
Mais uma vez perdemos uma partida por conta de falhas individuais bisonhas. Que o time titular do Grêmio tem muito mais qualidade que o nosso elenco sem os reforços que ainda vão estrear é fato notório. Mas nessa segunda partida da Copa da Hora o Vasco fez frente ao tricolor gaúcho e a derrota por 3 a 0 não teria acontecido se não fossem pelas pixotadas de uns e outros com a armadura cruzmaltina.

Barca JÁ!

E que saia com todos que devem sair!
O Vasco iniciou a tal Copa da Hora com vitória (3 a 1 sobre o Avaí) e mostrando um esboço aplicação tática. Mas se essa partida era a chance para os renegados do time mostrarem serviço, a maioria deles fracassou. Erros de posicionamento e de passe, falta de ritmo ou a simples incapacidade técnica foi o mais visto. A equipe, no sentido coletivo da expressão, pode até ter tido uma discreta melhorada; individualmente, poucos se salvaram.

Caça às bruxas

É preciso achar o alvo certo pra fogueira...

O Vasco jogou muito mal contra o Santos e os 4 a 0 ficaram até barato. O primeiro tempo em que o time marcou em cima o peixe chegou a dar uma esperança na torcida, mas a bronca que o Dorival deve ter dado nos seus comandados serviu para despertar o anfitrião e, resolvendo jogar, o desfalcado e combalido time do Vasco não foi capaz de evitar o vexame.


Time de reservas

O lugar ideal para a maioria dos jogadores do Vasco

Eu entendo a posição do Rodrigo Caetano quando ele dá moral ao elenco e diz que o grupo do Vasco é forte. Isso é discutível e apresentações vergonhosas como a que o Vasco teve ontem diante do Guarani só reforçam a tese, da maioria da torcida, de que o time é fraco.


Um mínimo de inspiração

É preciso encontrar a inspiração para vencer
Diante do Avaí, apenas a vontade não adiantou para conseguirmos um bom resultado. A partida contra o Inter seguia pelo mesmo caminho, uma nova derrota estava anunciada quando, ao final do primeiro tempo e com um meio de campo apenas com marcadores, o Vasco perdia por 2 a 0. Mas quando o Roth viu que a diferença no placar nunca seria revertida com quatro volantes em campo e resolveu colocou um armador pra jogar, tudo mudou de figura.

Queremos jogador!!!

É o que a torcida quer!

Não adiantaram os esporros do Roth durante a semana, ou as mudanças feitas no time, nem mesmo a postura mais aguerrida do time em campo. No final, o Vasco acabou perdendo mais uma partida e o Avaí nem precisou ter muito trabalho para isso. Bastou esperar que nosso time cometesse aqueles erros bisonhos de sempre para construir o placar de 2 a 0 e jogar o Gigante para a zona de rebaixamento.