Maldonado


A terra tem que tremer

Não quero ser o chato de plantão, mas creio que a derrota para o Universidad de Chile, quarta-feira, serve como alerta para o atual estado de coisas no Mais Querido. Não chegou a ser nenhum desastre, e poderia até ter nos rendido um pontinho se o Bruno não resolvesse jantar bem na hora em que havíamos arrancado o empate (sim, o bandeira não marcou impedimento do Love. Deve ser o que o arco-íris chama de 'el silbato compañero'). O problema nem está no (mau) resultado, e sim na forma como o time (não) jogou.

Ninguém é indispensável

Caracas, hombres! Que vitória!
Devagar e sempre, como convém, vamos trilhando nosso caminho rumo à conquista da América. A noite de quarta-feira foi iluminada também por mostrar que, na bola, podemos jogar sem Adriano. O retrospecto do time já evidenciava isso, mas muitos insistem na tese - para mim, furadíssima - de que o Imperador pode fazer o que quiser por ser um 'fora de série'. Os 3 a 1 nos bolivarianos (primeira derrota dos caras em casa desde 2006) ajudam a mostrar que não é por aí.

Cobertor curto (e a grana, pra onde vai a grana?)

A zaga vai acertar este ano ainda?
A turma do arco-íris vai dizer que me escondi, mas a verdade é que andei meio enrolado no trabalho, daí o atraso em comentar o desastre de quarta-feira. Sim, o Mais Querido classificou-se às semifinais da Taça Guanabara, mas convenhamos: era de se esperar outra coisa num campeonato fraco feito esse nosso Estadual? Não, claro. Como também não era de se esperar que o Mengão jogasse tão mal contra os azuis da Rua Bariri.

É luxo só

Melhor ataque do Brasil! (Foto de Carlos Moraes, Ag. O Dia)
A tabela é uma das jogadas mais bonitas do futebol, e o terceiro gol do Mais Querido na quarta-feira, contra o Americano, foi uma bela amostra disso. Da saída de bola até o barbante, 11 toques na bola envolvendo completamente a defesa dos conterrâneos da Rosinha. Espetáculo puro da melhor dupla de ataque do Brasil. Adriano-Vagner Love é o que há. Mas nada de "império do amor", que coisa mais escrota. Parece nome de motel espelunca. Pronto, falei.

Festa linda. Pena que o time não foi

Que outra torcida daria este espetáculo? E o cara que bolou é gênio
Dois dias depois do jogo, a imagem do mosaico gigante ainda arrepia o Rubro-Negro de coração. Em igual período, Bruno, que como comentarista é ótimo goleiro, soltou mais uma de suas pérolas: "Às vezes a torcida atrapalha". Embora todos tenhamos entendido - creio eu - o que o arqueiro do Mengão quis dizer, a fala deve ser comentada. Simbora, Nação?

Notícia boa, notícia ruim...é a vida

No sobe e desce da informação...
Tiros curtos, num estilo leitura dinâmica. NOTÍCIA BOA: A diretoria da BR Distribuidora, braço da Petrobrás, se reuniu com Márcio Braga e Delair Dumbrosck, cartolas do Mais Querido, para tratar da possível retomada do mais antigo contrato de patrocínio do Brasil. Nada de valores discutidos, tudo ainda muito no início. Se for confirmado o acerto, entraremos 2010 com patrocínio forte e grana nos cofres do clube. Torçamos.

Está ficando chato

Prato do dia: galinhada mineira. Estão servidos?
Eu sei, Nação, esse negócio de sacudir os adversários na casa deles com gol olímpico é humilhação demais, mas que se há de fazer? Os goleirões não botam fé e, quando olham, a bola do sérvio mais Rubro-Negro do planeta já morreu lá dentro. Assim começamos nos empanturrar na galinhada à mineira de ontem.

O craque do campeonato

Joga demais!
Salve, Nação! Depois de tão brilhante e incontestável vitória, o comentário só serve se for feito a quente, então vamos lá. Não sei quanto a vocês, mas vou resumir o jogo de hoje numa só frase: EU JÁ SABIA.

Cadência e porrada em alguns

É, Nação, como diz mesmo aquele velho deitado? Dia de muito, véspera de pouco, é isso? Pois então. Fomos pra cima dos acarajés rubro-negros, e até demos umas mordidas maneiras, mas quase tivemos indigestão no final. Um pontinho, naquelas circunstâncias, valeu muito. E o gato-mestre aqui cantou a pedra 30 segundos antes do gol salvador, tenho testemunhas.