Maldonado


Time sem axé

Depois de uma boa estreia no Brasileirão 2011, o Flamengo voltou a mostrar antigas falhas de marcação, sofreu com as péssimas substituições feitas pelo Luxa e cedeu o empate ao Bahia, nos últimos minutos de jogo. Uma falta de atenção imperdoável, principalmente por estarmos jogando com um a mais.


Um bando na Arena do Jacaré

Um bando

Nação,
Tá difícil...Tenho tentado incentivar o time e deixar minhas cismas de lado (até porque ninguém aguenta mais a minha ranzinzice futebolística), mas a rotina é que a bola rola e tudo se confirma. O Flamengo mais uma vez foi um bando dentro de campo, completamente desorganizado, intranquilo e incompetente. Este jogo contra o Atlético ainda foi pior...Nem a garra (que era a única coisa que ainda podíamos elogiar deste time) foi vista.


O martelo e o prego não se entendem

Martelando e não pregando

Nação,
Demorei a escrever sobre o jogo contra o Atlético-PR, no qual fomos derrotados por 1x0, por mais uma vez me faltarem argumentos. O time até que batalhou, mas de forma atabalhoada e desequilibrada emocionalmente. Eu não aguento mais tocar neste ponto e aposto que vocês também não aguentam mais ler estas coisas por aqui, mas o fato é que o Flamengo ainda está bem distante de um time que possa pleitear a algo no campeonato que não seja escapar da degola. Mais uma vez, o Flamengo "martelou" mas não acertou no prego. Aliás, prego fui eu que, mais uma vez, deixei compromissos de lado para assistir ao jogo.


Um sopro de vida

Toró!

A vitória de ontem, conquistada no último minuto, tornou menos catastrófica a situação do Flamengo na tabela e serviu para dar um lampejo de moral ao grupo para o jogo contra o Fluminense. Serviu também para coroar com um belo gol as boas atuações do volante Toró, que compensa com muita disposição e bom toque de bola as suas limitações de altura e de inteligência.


Vitória? Empate...

Nem ele tá salvando!

Acho que nem São Judas Tadeu está conseguindo espantar a má fase do Flamengo neste campeonato. O empate de 2x2 contra o Vitória, no estádio Raulino de Oliveira, foi conseguido na base da empolgação e confirmou algumas teses que já eram certezas pra mim:


A terra tem que tremer

Não quero ser o chato de plantão, mas creio que a derrota para o Universidad de Chile, quarta-feira, serve como alerta para o atual estado de coisas no Mais Querido. Não chegou a ser nenhum desastre, e poderia até ter nos rendido um pontinho se o Bruno não resolvesse jantar bem na hora em que havíamos arrancado o empate (sim, o bandeira não marcou impedimento do Love. Deve ser o que o arco-íris chama de 'el silbato compañero'). O problema nem está no (mau) resultado, e sim na forma como o time (não) jogou.

Ninguém é indispensável

Caracas, hombres! Que vitória!
Devagar e sempre, como convém, vamos trilhando nosso caminho rumo à conquista da América. A noite de quarta-feira foi iluminada também por mostrar que, na bola, podemos jogar sem Adriano. O retrospecto do time já evidenciava isso, mas muitos insistem na tese - para mim, furadíssima - de que o Imperador pode fazer o que quiser por ser um 'fora de série'. Os 3 a 1 nos bolivarianos (primeira derrota dos caras em casa desde 2006) ajudam a mostrar que não é por aí.

Cobertor curto (e a grana, pra onde vai a grana?)

A zaga vai acertar este ano ainda?
A turma do arco-íris vai dizer que me escondi, mas a verdade é que andei meio enrolado no trabalho, daí o atraso em comentar o desastre de quarta-feira. Sim, o Mais Querido classificou-se às semifinais da Taça Guanabara, mas convenhamos: era de se esperar outra coisa num campeonato fraco feito esse nosso Estadual? Não, claro. Como também não era de se esperar que o Mengão jogasse tão mal contra os azuis da Rua Bariri.

É luxo só

Melhor ataque do Brasil! (Foto de Carlos Moraes, Ag. O Dia)
A tabela é uma das jogadas mais bonitas do futebol, e o terceiro gol do Mais Querido na quarta-feira, contra o Americano, foi uma bela amostra disso. Da saída de bola até o barbante, 11 toques na bola envolvendo completamente a defesa dos conterrâneos da Rosinha. Espetáculo puro da melhor dupla de ataque do Brasil. Adriano-Vagner Love é o que há. Mas nada de "império do amor", que coisa mais escrota. Parece nome de motel espelunca. Pronto, falei.

Festa linda. Pena que o time não foi

Que outra torcida daria este espetáculo? E o cara que bolou é gênio
Dois dias depois do jogo, a imagem do mosaico gigante ainda arrepia o Rubro-Negro de coração. Em igual período, Bruno, que como comentarista é ótimo goleiro, soltou mais uma de suas pérolas: "Às vezes a torcida atrapalha". Embora todos tenhamos entendido - creio eu - o que o arqueiro do Mengão quis dizer, a fala deve ser comentada. Simbora, Nação?