Renato Silva


Mais uma atuação bipolar

Bipolaridade

Mais uma vez o Vasco teve uma atuação bipolar e deixou dois pontos que não precisava ter deixado em Floripa. O empate em 1 a 1 com o Figueirense foi mais um jogo em que poderíamos ter vencido e que não o fizemos porque achamos que bastaria jogar um tempo para conseguir passar pelo adversário.


O melhor jogador

Sorte

O melhor jogador do Vasco na vitória por 3 a 2 sobre a Ponte foi a sorte. Demos sorte em não levar todos os gols que poderíamos ter levado (Marcel fez dois mas compensou perdendo outros dois feitos) e igualmente demos sorte da Macaca ter nos dado o segundo gol e o juiz ter visto o pênalti que originou o terceiro. O fato é que não merecíamos a vitória. A Ponte, que mostrou que não era a toa a série invicta de cinco jogos, foi melhor durante os 90 minutos, dando um banho de aplicação tática sobre o nós.

E nisso teve uma grande ajuda do Cristóvão.


Por que apenas um tempo?

45 minutos

A vitória sobre o Bahia foi mais uma em que o Vasco tem uma boa atuação no primeiro tempo e que no segundo corre riscos de não manter o resultado. E isso é atualmente a maior – se não a única – reclamação da torcida na campanha 100% que o time vem fazendo nesse Brasileirão. A questão que todos se perguntam é por que será que o Vasco sempre faz um segundo tempo bem pior que o primeiro?


Contrasenso

Tabela

O Vasco venceu o Náutico apresentando um bom futebol, mateve os 100% de aproveitamento e voltou à liderança do campeonato. Ainda assim, tenho certeza que a parte "exigente" da torcida - aquele pessoal que acha que o Vasco tem que ganhar por goleada todo jogo, qualquer que seja o adversário - vai dizer que o Náutico não é parâmetro, que o time foi apenas razoável (ou menos que isso) e que não fez nada além da sua obrigação.


A exceção, não a regra

Exceção

As reações dos leitores do Blog da Fuzarca após eu ter publicado minhas impressões sobre a vitória do Vasco sobre a Lusa foram melhores do que eu esperava. A maioria acabou falando nos comentários que o importante mesmo foram os três pontos e que é melhor jogar mal e vencer que jogar bem e perder.


O ataque não foi a melhor defesa

defesa

O maior desfalque do Vasco vem sendo a ausência do Dedé, que não joga há quase dois meses e nos deixou a mercê de Rodolfo e Renato Silva na zaga. Já o nosso ataque não é problema: tivemos o artilheiro do Cariocão e marcamos gols em todas as partidas do ano.


Pra não depender da camisa...

Camisa azul

Como falei no Blog da Fuzarca, ganhar os três pontos sobre o Grêmio foi o mais importante. Mas isso não nos impede de ficar preocupados com o que foi o jogo. O fato de termos uma penca de reservas no time deve ser levado em consideração, mas não podemos esquecer que o Grêmio também estava com uma equipe mista. Ainda assim eles tiveram mais posse de bola e finalizações que o Vasco.


Mais que o apito...

Amigo Gambá

Que o Sandro Meira Ricci ia aprontar das suas, era quase certo. Ele teve poucas chances para influenciar o resultado e, quando ela apareceu, ele não deixaria barato. Mas de qualquer forma, não dá pra colocar apenas no apito amigo gabazento a responsabilidade pelo empate com o Curintías. O time jogou bem, com brio e mostrou que não temos qualquer motivo para temer os gambás, mesmo em sua toca. Mas é fato que, e já está ficando chato repetir essa ladainha, mais uma vez faltou um pouco de ousadia ao Cristóvão.


Covardia

Covardia

Poderia ter sido muito mais fácil, mas a classificação do Vasco acabou vindo após um perrengue tremendo, com o time sofrendo uma virada e tendo que decidir a vaga para as quartas de final da Libertadores na disputa de pênaltis. E, mais uma vez, as dificuldades do time foram em grande parte fruto da atuação do Cristóvão Borges.


Surrealismo

Surrealismo

Olhar as estatísticas do jogo entre Vasco e Botafogo na final da Taça Rio parecerá um exercício de surrealismo para quem não viu a partida. O Vasco foi melhor não em um ou dois fundamentos, mas em TODOS: ganhou do Botafogo em posse de bola, finalizações, passes certos, roubadas de bola, jogadas de linha de fundo, bolas levantadas e escanteios. Erramos menos passes, fizemos menos faltas e tivemos menos impedimentos.

O problema é que, e aí vem o surreal, perdemos por 3 a 1 a partida.