São Januário


Pra não depender da camisa...

Camisa azul

Como falei no Blog da Fuzarca, ganhar os três pontos sobre o Grêmio foi o mais importante. Mas isso não nos impede de ficar preocupados com o que foi o jogo. O fato de termos uma penca de reservas no time deve ser levado em consideração, mas não podemos esquecer que o Grêmio também estava com uma equipe mista. Ainda assim eles tiveram mais posse de bola e finalizações que o Vasco.


Mais que o apito...

Amigo Gambá

Que o Sandro Meira Ricci ia aprontar das suas, era quase certo. Ele teve poucas chances para influenciar o resultado e, quando ela apareceu, ele não deixaria barato. Mas de qualquer forma, não dá pra colocar apenas no apito amigo gabazento a responsabilidade pelo empate com o Curintías. O time jogou bem, com brio e mostrou que não temos qualquer motivo para temer os gambás, mesmo em sua toca. Mas é fato que, e já está ficando chato repetir essa ladainha, mais uma vez faltou um pouco de ousadia ao Cristóvão.


Levando a brincadeira a sério...

Homenagem

Pela importância do Chico Anysio na cultura nacional e pelo fato de ser um notório vascaíno, nada mais justo que o time prestar-lhe uma homenagem; pela importância do Edmundo na história do clube, é igualmente justo que se faça a despedida decente ao jogador. O problema é que tudo isso - somado à vitória sobre o Libertad na quarta passada, que nos deixou numa situação mais cômoda na Libertadores - deixou o ambiente vascaíno leve demais, para não falar festivo demais.


Dessa vez mandou bem

Interino e Maestro

Como falei no Blog da Fuzarca, o pensamento inicial do Cristóvão tinha coerência. Jogar com dois atacantes abertos pelas pontas e com outro centralizado esperando as jogadas de linha de fundo poderia ser a solução para escapar da retranca que o Libertad armaria em São Janu. Ponto para o treinador, que percebeu que a ideia não deu certo por conta da eficiente marcação paraguaia e mudou o time ainda no intervalo.


Qual é o time ideal?

Time ideal?

Por mais que a vitória contra o Madureira não tenha convencido ninguém e que o jogo tivesse sido de dar calo no olho de tão ruim por boa parte dos seus 90 minutos, a torcida do Gigante não pode reclamar nem por um minuto. O adversário podia ser bem fraquinho, mas jogamos sem ataque e com apenas um jogador fazendo algo que preste no meio de campo. E isso porque o Vasco só jogou, na real acepção da palavra, apenas o segundo tempo. Vencer por 3 a 0 e manter a liderança do grupo nessas condições já pode ser considerado um feito.


Erram os dois

Erram os dois

Quando todo mundo espera uma goleada e o time vence por apenas um gol de diferença, a torcida não acha bom. Quando leva dois gols de um time fraco como o Alianza e ainda perde trocentas chances claras de balançar as redes, a coisa fica ainda pior. Por isso o 3 a 2 de ontem pela segunda rodada da Libertadores abriu mais uma temporada de pesadas críticas ao Cristóvão Borges. Como ontem não se pode falar que o time jogou na retranca, a principal bronca da torcida foi por não ter começado o jogo com Felipe. Os comentários feitos pelo Maestro após o fim do jogo só serviram para colocar mais lenha na fogueira.

Na minha opinião, nessa questão os dois estão errados.


Passeio Alvinegro

Herrera detona voltaço

Mais um passeio alvinegro. O glorioso enquadrou o Volta Redonda e mesmo cansando de perder gols no primeiro tempo resolveu a parada na segunda etapa.

Herrera foi o nome do jogo. Poderia definir o placar e desperdiçou dois gols incríveis, mas fez dois e resolveu o jogo e pelo menos teve fair play na desculpa: "se eu fizesse todos estaria no Barcelona”. Ontem ele jogou por ele e pelo Uruguaio Loco Abreu, que esteve apagado na partida.


Erros demais

Erros

Uma coisa que pouca gente leva em consideração na hora de espinafrar o Cristóvão é o número de jogadores que estão fora de combate desde o começo da temporada. E não são jogadores dos quais podemos abrir mão, como Romulo e Eder Luis, seus reservas imediatos, como o Allan e até jogadores que poderiam ser opções para o treinador, como o Chaparro. Ignorar o quanto eles fazem falta ao time e colocar toda a culpa em cima do treinador é um pouco injusto.


Pra não tropeçar no fim

Tropeço

Há muito pouco o que se dizer sobre a vitória do Vasco sobre o Voltaço, quarta-feira passada na Colina. Ainda mais depois do Bernardo ter feito o que fez. Mas como alguns leitores perguntaram se eu ainda falaria sobre a partida, teço alguns poucos comentários sobre a partida e a atuação dos jogadores.

Mesmo contra um adversário que ainda luta por uma vaga na semifinal da Taça Guanabara, foi a vitória mais fácil do Vasco nesse turno. E se não resolvêssemos que o jogo acabou ainda no primeiro tempo, poderíamos ter enfiado uma sacolada histórica no Voltaço.


A torcida tem razão

Burro

A impressão que a derrota para o Nacional deixou para a torcida é a de que o Vasco simplesmente não conhecia nada do adversário. Ou que, se conhecia, não viu nada demais no futebol do campeão uruguaio, o que seria ainda pior que a primeira opção, já que evidenciaria um tremendo de um salto alto.