São Januário


Cristóvão contra os Grandes

Cristóvão Marra

Com a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-GO, o Vasco terminou de disputar o que seria a sua - em teoria - parte fácil da tabela. Olhando apenas os números, não fomos mal, já que os 20 pontos conquistados nessas primeiras 9 rodadas nos deixou na segunda colocação da tabela e a dois pontos da liderança.


Mais uma atuação bipolar

Bipolaridade

Mais uma vez o Vasco teve uma atuação bipolar e deixou dois pontos que não precisava ter deixado em Floripa. O empate em 1 a 1 com o Figueirense foi mais um jogo em que poderíamos ter vencido e que não o fizemos porque achamos que bastaria jogar um tempo para conseguir passar pelo adversário.


O melhor jogador

Sorte

O melhor jogador do Vasco na vitória por 3 a 2 sobre a Ponte foi a sorte. Demos sorte em não levar todos os gols que poderíamos ter levado (Marcel fez dois mas compensou perdendo outros dois feitos) e igualmente demos sorte da Macaca ter nos dado o segundo gol e o juiz ter visto o pênalti que originou o terceiro. O fato é que não merecíamos a vitória. A Ponte, que mostrou que não era a toa a série invicta de cinco jogos, foi melhor durante os 90 minutos, dando um banho de aplicação tática sobre o nós.

E nisso teve uma grande ajuda do Cristóvão.


Vamos por partes...

Pedaços

A única jogada que o Felipe acertou em todos os 90 minutos foi no primeiro tempo, quando foi à linha de fundo e cruzou para Alecsandro QUASE marcar. E ele estava jogando na lateral nesse momento.

O time poderia ter começado a partida com Feltri na lateral e Felipe no meiuca. Mas o fato é que o Vasco fez um primeiro tempo melhor que o segundo, com Bastos no meio.


Dia de video tape

VT

Curiosidade: o Cruzeiro foi o último clube a nos vencer em São Januário em uma partida do Campeonato Brasileiro. Foi no dia 29 de junho do ano passado, ou seja, faz quase um ano.

Mas essa não é a única coincidência. O Cruzeiro tinha à época Joel Santana como treinador. Ou seja, também era comandado por um técnico adepto das retrancas, assim como é seu atual treinador, Celso Roth.


Contrasenso

Tabela

O Vasco venceu o Náutico apresentando um bom futebol, mateve os 100% de aproveitamento e voltou à liderança do campeonato. Ainda assim, tenho certeza que a parte "exigente" da torcida - aquele pessoal que acha que o Vasco tem que ganhar por goleada todo jogo, qualquer que seja o adversário - vai dizer que o Náutico não é parâmetro, que o time foi apenas razoável (ou menos que isso) e que não fez nada além da sua obrigação.


Pra não depender da camisa...

Camisa azul

Como falei no Blog da Fuzarca, ganhar os três pontos sobre o Grêmio foi o mais importante. Mas isso não nos impede de ficar preocupados com o que foi o jogo. O fato de termos uma penca de reservas no time deve ser levado em consideração, mas não podemos esquecer que o Grêmio também estava com uma equipe mista. Ainda assim eles tiveram mais posse de bola e finalizações que o Vasco.


Mais que o apito...

Amigo Gambá

Que o Sandro Meira Ricci ia aprontar das suas, era quase certo. Ele teve poucas chances para influenciar o resultado e, quando ela apareceu, ele não deixaria barato. Mas de qualquer forma, não dá pra colocar apenas no apito amigo gabazento a responsabilidade pelo empate com o Curintías. O time jogou bem, com brio e mostrou que não temos qualquer motivo para temer os gambás, mesmo em sua toca. Mas é fato que, e já está ficando chato repetir essa ladainha, mais uma vez faltou um pouco de ousadia ao Cristóvão.


Levando a brincadeira a sério...

Homenagem

Pela importância do Chico Anysio na cultura nacional e pelo fato de ser um notório vascaíno, nada mais justo que o time prestar-lhe uma homenagem; pela importância do Edmundo na história do clube, é igualmente justo que se faça a despedida decente ao jogador. O problema é que tudo isso - somado à vitória sobre o Libertad na quarta passada, que nos deixou numa situação mais cômoda na Libertadores - deixou o ambiente vascaíno leve demais, para não falar festivo demais.


Dessa vez mandou bem

Interino e Maestro

Como falei no Blog da Fuzarca, o pensamento inicial do Cristóvão tinha coerência. Jogar com dois atacantes abertos pelas pontas e com outro centralizado esperando as jogadas de linha de fundo poderia ser a solução para escapar da retranca que o Libertad armaria em São Janu. Ponto para o treinador, que percebeu que a ideia não deu certo por conta da eficiente marcação paraguaia e mudou o time ainda no intervalo.