São Paulo


Menos, Loco, Menos... ou "porque non te calas?"

loco

Loco Abreu tá em débito com a nação alvinegra. Perdeu um gol incrível - embaixo das traves - contra o São Paulo, no Brasileiro passado. O Fogão vencia por 2x0 e com aquele gol fecharíamos o caixão do  bambis de lá e seguiríamos rumo, pelo menos, à Libertadores.  Ele perdeu o gol feito e os tricoletes reagiram: 2x2. A campanha depois do episódio foi de ralo. O time desceu ladeira abaixo.


Mais competência e menos sorte

Competência

Digam o que disserem sobre a derrota para o Santos, se analisarmos friamente os fatos, podemos dizer que demos sorte nessa rodada. Senão vejamos:


Frustração

Frustração

Desde o primeiro turno do Estadual desse ano que o Vasco não tem uma semana com resultados tão ruins. Não pelos placares em si, mas o empate com a bambilândia - que nos tirou a liderança do Brasileiro - e a derrota de ontem para o Universitario do Peru por 2 a 0 - que sem marcar gols complica nossa classificação - servem para desanimar a torcida justo quando o time entra na reta final das duas competições.


Não enxergando o óbvio

Óbvio

A revolta muitas vezes nos cega para o óbvio. Pela reação da torcida com o empate diante do São Paulo, parece que foi exatamente isso que aconteceu.

Como o resultado que esperávamos não aconteceu, o time não acertou nada, Cristóvão só fez besteiras, não terem marcado dois pênaltis a nosso favor não faz diferença e o título já era. Essa é a voz da revolta, mas não necessariamente é a voz da verdade.


Líderes na hora certa

Camarote

O empate com os tricoletes não foi o resultado dos sonhos pra ninguém. Mas como eu falei no Blog da Fuzarca, há de se considerar que dentro de um campeonato com 38 rodadas, empatar um clássico - ainda mais com os desfalques inesperados que tivemos - não é um resultado dos piores.


Um de cada vez

um de cada vez

No duelo marítimo de ontem (onde água não faltou, mas vindo de cima), venceu o Vasco por 2 a 0, provando que não é qualquer manjubinha que pode bater um peixe nobre de verdade como o bacalhau. Vencemos o time estelar da Vila Belmiro, sem correr muitos riscos e perdendo uma penca de gols. Mas isso, claro, não é o bastante para o Vasco ganhar as manchetes.


Quebrando tabus

O quebra-tabus

O último técnico Vascaíno a levar o time até uma final de campeonato era, até algum tempo, atrás o sr. Renight Gaúcho, em 2006.

O último técnico Vascaíno a conquistar um título pelo clube era, até algum tempo atrás, o sr. Antônio "delegado" Lopes, em 2003.

O último técnico Vascaíno a conquistar um título em âmbito nacional pelo clube era, até algum tempo atrás, o sr. Joel Natalino Santana, em 2000.

O último técnico Vascaíno a vencer o São Paulo em uma partida válida pelo campeonato brasileiro era, até algum tempo atrás o sr. Nelsinho Rosa, em 1989.

Todas essas marcas levam o "até algum tempo atrás" por um único motivo: foram todas superadas por um único técnico.


Um recado e uma promoção pra torcida

Promoção

A torcida esperava termimar a rodada na segunda colocação da tabela. Mas aí, os bambis sapecaram o Coxa e os mulambos bateram o Peixe, ambos jogando fora de casa. Pra piorar, até os suínos venceram, também jogando fora, e nos tomaram a vaga no G4. Vendo isso, qual será o raciocínio de boa parte da torcida?

"Ah! Todo mundo venceu fora de casa e contra adversários melhor colocados que o nosso! Então, jogando contra o Bahia todo desfalcado em São Janu, menos de 4 a 0 é vergonha!"


Agora sim!

O Fogão, agora sim, tem um elenco bem interesante e equilibrado pra disputar o Brasileirão. Com a chegada do zagueiro Gustavo, o elenco está fechado e pronto pra se manter no topo da tabela.


Como em 2010

A estreia foi bastante parecida. Em 2010, perdemos para o Ceará na primeira rodada. Analisando apenas o resultado, a derrota pode até trazer sorte. Mas nós sabemos que a coisa não é bem assim. Abel vai ter muito trabalho, como Muricy teve. O grupo é praticamente o mesmo.