Fernando Prass


Mais que o apito...

Amigo Gambá

Que o Sandro Meira Ricci ia aprontar das suas, era quase certo. Ele teve poucas chances para influenciar o resultado e, quando ela apareceu, ele não deixaria barato. Mas de qualquer forma, não dá pra colocar apenas no apito amigo gabazento a responsabilidade pelo empate com o Curintías. O time jogou bem, com brio e mostrou que não temos qualquer motivo para temer os gambás, mesmo em sua toca. Mas é fato que, e já está ficando chato repetir essa ladainha, mais uma vez faltou um pouco de ousadia ao Cristóvão.


Covardia

Covardia

Poderia ter sido muito mais fácil, mas a classificação do Vasco acabou vindo após um perrengue tremendo, com o time sofrendo uma virada e tendo que decidir a vaga para as quartas de final da Libertadores na disputa de pênaltis. E, mais uma vez, as dificuldades do time foram em grande parte fruto da atuação do Cristóvão Borges.


Surrealismo

Surrealismo

Olhar as estatísticas do jogo entre Vasco e Botafogo na final da Taça Rio parecerá um exercício de surrealismo para quem não viu a partida. O Vasco foi melhor não em um ou dois fundamentos, mas em TODOS: ganhou do Botafogo em posse de bola, finalizações, passes certos, roubadas de bola, jogadas de linha de fundo, bolas levantadas e escanteios. Erramos menos passes, fizemos menos faltas e tivemos menos impedimentos.

O problema é que, e aí vem o surreal, perdemos por 3 a 1 a partida.


A mão do interino

interino e o maestro

Pelos comentários no Blog da Fuzarca depois de mais uma eliminação mulamba com assinatura vascaína, deu pra perceber que a galera considera que tudo o que houve de positivo veio por conta do talento dos jogadores e tudo de negativo veio exclusivamente por culpa do Cristóvão. Não concordo com isso. O interino deu suas vaciladas, mas muito da nossa vitória saiu da cabeça do treinador.


A volta dos que não foram

Não foram

O Nova Iguaçu, independente do respeito que mereça qualquer adversário que tenhamos, não chega a ser um teste dos mais complicados (ainda que tenhamos passado alguns riscos na vitória de domingo por 3 a 1). De qualquer forma, pudemos ver uma verdadeira "volta dos que não foram" na partida.


Atitude tardia

Briga

Que o jogo contra a framengada não valia quase nada na prática, poucos hão de discordar. Mas aquela história de “perdemos quando podíamos perder” não cola em clássicos, muito menos num clássico contra a mulambada. Todo mundo queria uma vitória, fosse com o time titular ou o time reserva. Ninguém vai relativizar esse 2 a 1 por conta de desfalques ou dos já habituais pênaltis a nosso favor que são ignorados.


Herói inesperado

Heroi

Para um jogo bizarro, um herói inesperado. Fellipe Bastos, que num primeiro momento nem estava escalado pra começar a partida contra o Alianza (a dúvida do Cristóvão era entre Eduardo Costa e Nilton), entrou, jogou mal e ainda assim salvou o Vasco com seus dois gols. E não só o Vasco: se Bastos entra e não faz nada, a batata já bastante assada do interino seria definitivamente esturricada no forno da torcida (não, claro, que isso signifique que Cristóvão perca um milímetro da moral que tem com a diretoria).


Mais uma teoria da conspiração

Conspiração

O time sensação da Taça Rio não foi páreo para os reservas do Vasco, que aplicaram um sonoro e definitivo 4 a 1 sobre o Macaé. Com o resultado - e como falei no Blog da Fuzarca, com a postura tomada pelo time - ficamos mais próximos da classificação e podemos ir mas tranquilos para Lima encarar o Alianza pela Libertadores.


Levando a brincadeira a sério...

Homenagem

Pela importância do Chico Anysio na cultura nacional e pelo fato de ser um notório vascaíno, nada mais justo que o time prestar-lhe uma homenagem; pela importância do Edmundo na história do clube, é igualmente justo que se faça a despedida decente ao jogador. O problema é que tudo isso - somado à vitória sobre o Libertad na quarta passada, que nos deixou numa situação mais cômoda na Libertadores - deixou o ambiente vascaíno leve demais, para não falar festivo demais.


Dessa vez mandou bem

Interino e Maestro

Como falei no Blog da Fuzarca, o pensamento inicial do Cristóvão tinha coerência. Jogar com dois atacantes abertos pelas pontas e com outro centralizado esperando as jogadas de linha de fundo poderia ser a solução para escapar da retranca que o Libertad armaria em São Janu. Ponto para o treinador, que percebeu que a ideia não deu certo por conta da eficiente marcação paraguaia e mudou o time ainda no intervalo.