Toró


Um exemplo do que não fazer em 2011

Sem erros para 2011

Diante da minha total falta de empolgação e da campanha pífia do Flamengo neste Brasileirão 2010, recorro ao amigo Vinícius Orrico, que me mandou um texto contendo uma bela análise de tudo o que aconteceu neste ano. Comentem:


Um sopro de vida

Toró!

A vitória de ontem, conquistada no último minuto, tornou menos catastrófica a situação do Flamengo na tabela e serviu para dar um lampejo de moral ao grupo para o jogo contra o Fluminense. Serviu também para coroar com um belo gol as boas atuações do volante Toró, que compensa com muita disposição e bom toque de bola as suas limitações de altura e de inteligência.


Vitória? Empate...

Nem ele tá salvando!

Acho que nem São Judas Tadeu está conseguindo espantar a má fase do Flamengo neste campeonato. O empate de 2x2 contra o Vitória, no estádio Raulino de Oliveira, foi conseguido na base da empolgação e confirmou algumas teses que já eram certezas pra mim:


Saímos no lucro

Os chilenos riram por último... (A foto é de André Luiz Mello/Ag. O Dia)
É isto mesmo o que eu acho. Jogando no primeiro tempo (praticamente) sem ataque, com zero de criatividade no meio e com as falhas clamorosas de nossa defesa (?!?), o 2 a 2 acabou sendo um bom resultado. Ah, tivemos mais posse de bola. E daí? Sem saber o que fazer com ela, de nada adiantou. Agora é vencer os dois jogos que restam e esperar por um tropeço dos chilenos.

Ninguém é indispensável

Caracas, hombres! Que vitória!
Devagar e sempre, como convém, vamos trilhando nosso caminho rumo à conquista da América. A noite de quarta-feira foi iluminada também por mostrar que, na bola, podemos jogar sem Adriano. O retrospecto do time já evidenciava isso, mas muitos insistem na tese - para mim, furadíssima - de que o Imperador pode fazer o que quiser por ser um 'fora de série'. Os 3 a 1 nos bolivarianos (primeira derrota dos caras em casa desde 2006) ajudam a mostrar que não é por aí.

É luxo só

Melhor ataque do Brasil! (Foto de Carlos Moraes, Ag. O Dia)
A tabela é uma das jogadas mais bonitas do futebol, e o terceiro gol do Mais Querido na quarta-feira, contra o Americano, foi uma bela amostra disso. Da saída de bola até o barbante, 11 toques na bola envolvendo completamente a defesa dos conterrâneos da Rosinha. Espetáculo puro da melhor dupla de ataque do Brasil. Adriano-Vagner Love é o que há. Mas nada de "império do amor", que coisa mais escrota. Parece nome de motel espelunca. Pronto, falei.

Festa linda. Pena que o time não foi

Que outra torcida daria este espetáculo? E o cara que bolou é gênio
Dois dias depois do jogo, a imagem do mosaico gigante ainda arrepia o Rubro-Negro de coração. Em igual período, Bruno, que como comentarista é ótimo goleiro, soltou mais uma de suas pérolas: "Às vezes a torcida atrapalha". Embora todos tenhamos entendido - creio eu - o que o arqueiro do Mengão quis dizer, a fala deve ser comentada. Simbora, Nação?

Quem quer cavaca?

Sonho não tem mais...
É, Nação, não sei se os amigos concordam, mas pra mim o sonho acabou. Dez partidas sem perder, segunda melhor campanha do returno, a 3 pontos do líder e... 2 a 0 Barueri. Derrota num jogo que sempre considerei capital para as pretensões do Mengão no campeonato. Após a vitória sobre a cachorrada, fiquei a matutar sobre o confronto contra os baruerinos (a porra da torcida do time sequer tem um apelido usável. mas que torcida?) e posso afirmar que, assim como no jogo contra os suínos verdes, EU JÁ SABIA.

Raios! Raios duplos! Raios triplos!!!!

Raios!
Pois é companheiros, a cabeça desinchou um pouco. Mais uma rodada pra ser esquecida, mais um ano sem bater nosso principal rival. Contra os urubulinos conseguimos errar cinquenta passes e olha que mestres do passe errado como Fahel, Léo Silva e Emerson não jogaram. Também levamos um gol de rara incompetência, quatro erros numa jogada só: Welinton erra ao subir e não achar nada; depois o Juninho - que estava na cobertura - hesita e deixa o Adriano chegar primeiro na bola; na sequência, a zaga central do time erra em conjunto, ambos deixam o cara passar entre eles ; total bateção de cabeças!

Filosofia é espanar pra longe da área

Como é que é?
É, Nação, a expectativa pelo jogão de domingo está deixando alguns com as ideias meio embaralhadas. Se não, como explicar essa fala do zagueirão Álvaro (grifos meus)? "Nossa equipe é jovem e tem sonhos que não cabem em um container. (...) Enquanto as outras equipes começam a sentir o desgaste natural da temporada, nós estamos inclinados para cima". Não cabem num CONTÊINER? E na cabeçorra do Angelim, cabem?